26/12 - Cansei de Ser Cult #53
Velvet Pub - 102 Norte
10 reais - Entrada gratuita at 22h

Contatos para Show - Juliana Cury
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Posts de September, 2010

Mais um momento

Tuesday, September 28th, 2010

Quem conheceu

o m�nimo da hist�ria do Velhos e Usados sabe que nossa onda nunca foi buscar padr�es. T�o pouco nos esfor�amos para ficar longe deles. Na verdade o lance do Velhos sempre foi deixar fluir. Em refer�ncias, em hist�rias e est�rias, no aprendizado, na pr�pria moda ou no oposto dela. Simplesmente transformamos em som o que cada momento apresentava. Eis uma bela defini��o para nosso som: musica de momento. Nossos momentos.

Lembro que na faculdade, quando conheci o Diego em uma serenata para a namorada de um amigo, nossa m�sica exalava testosterona. Viagens, cerveja, mulheres, farra e descompromisso. O ano era 2003. �Vamos fazer uma banda?�. Nada mais natural para canalizar tanta energia. Junto com Lelo, Vitor, Michel e o velho Macarra tivemos bons anos de musica pra pular. Essenciais, diga-se de passagem.

No final de 2004, o momento que apontava na curva era de decis�o. Fim de faculdade, in�cio de vida adulta. �O que vou ser?� Pergunta que logo fez alguns membros seguirem outros caminhos. Perdas que sempre resultavam em conversas com Diego �E agora, bicho? Como faz?� ele, sempre muito sereno, dizia �Cautela. A gente sempre d� um jeito, n�o d�?�. Com jeitos e mais jeitos a vontade de dar certo sempre resolveu.

Assim, 2005 trouxe uma mudan�a radical. L� estavam Marlon, Rodrigo e Arthur. Rodrigo era o velho amigo, um irm�o, um cara sempre presente que j� fazia parte de tudo aquilo e, aos poucos, tornou-se o respons�vel por cuidar de uma das marcas registradas da banda. Marlon era o batera da pegada jazz, da referencia antiga. Um capeta em forma de guri com muito talento em meio a seu inconfund�vel monodread. Arthur era o mais novo, a veia do rock, virtuoso. Intercalando a gagueira fora do palco com a performance empolgante l� em cima. Ali, j� transformado em Didi, ele cuspia na timidez, insistindo em encaixar notas onde diz�amos que n�o cabiam. Mas ele fazia caber! Enfim, gente com tudo para fazer acontecer. Dito

e feito.

2006 findava e o momento era de vislumbrar a maturidade. Foi a� que a banda virou oficialmente Velhos e Usados. Nesse meio tempo, Marlon tamb�m dobrou a esquina por conta pr�pria. E logo no inicio do ano seguinte o encaixe aconteceu. Depois de muitos telefonemas, Marco estava l�. E bastou um ensaio. Como em uma cena de filme, nos olh�vamos quase em slow-motion sem acreditar que a banda existiu antes desse doutor bi�logo beatlemaniaco. O time que se formava era empolgante. A m�sica atingia, passo a passo, o que busc�vamos naquela hora. O momento agora era objetivo.

E 2007 trouxe a��es objetivas. Mudamos completamente a maneira de apresentar o som, tecnologia direcionando tudo para o que precisava acontecer. Veio o disco. Um h�brido de todas essas fases e personalidades, refer�ncias e perspectivas. E com essa toada objetiva tamb�m veio a Ju. Produtora e amiga. Um misto de ternura e dureza que se tornou nosso p� no ch�o, nossa no��o de responsabilidade. Aprendemos que casino online precis�vamos de movimento se quis�ssemos transformar esses objetivos em realidade.

E foi assim que, em 2008, produzimos um show �pico. O momento agora era de intensidade. Lan�amento do disco, casa lotada, estrelinha no jornal e se��o de aut�grafos. A realidade mudara. As pessoas iam aos shows. A banda viajava, virtual e fisicamente. O reconhecimento dos f�s veio de norte a sul e at� de al�m mar. Assim, v�amos as coisas acontecendo de forma mais intensa e assim vivemos esse ano intensamente. Embriagados em nosso som. A ressaca era inevit�vel.

Como se bastasse o ano anterior para seguir com um crescimento natural, em 2009 deixamos tudo com a mar�. Mas n�o era bem assim. Aos poucos os shows diminu�ram. Nossa cria��o tamb�m. Era como se um ciclo se fechasse e volt�ssemos aos momentos anteriores, que, dessa vez, passavam mais r�pido, atravessados e tortos. O descompromisso em continuar trabalhando forte, a decis�o de novas mudan�as, a no��o de que a maturidade era vol�til e os objetivos precisavam ser interminavelmente renovados. �quela altura Diego havia assumido o papel de principal compositor e produtor da banda. Tarefa dif�cil e sobrecarregada que ele fez com maestria impar. As novas can��es surgiam Wir haben fur Roulette Online das “Royal Vegas” Online Casino einem scharfen Test unterzogen, um herauszufinden, ob man diesen Anbieter empfehlen kann, oder ob andere Alternativen besser sind. com o sentimento que tal ressaca pedia. Tapas na cara. Chacoalhadas certeiras que, por fim, transpiravam um novo horizonte.

Seguindo nosso padr�o de transforma��o, 2010 deveria ter come�ado em novas ideias, novas empolga��es e muita correria para realizar as coisas. Mas, como j� disse, padr�es nunca foram nosso forte. Logo no Meist handelt es sich um subjektive Probleme und eines können wir garantieren – keiner der von uns auf der top online Casino die-besten-online-casinos.info Liste empfohlenen Anbieter betrügt. in�cio do ano foi a vez do Rodrigo seguir suas prioridades. Uma perda que emergenciou mudan�as ainda mais radicais. Foi preciso conversar, repensar todo o som, a maneira de tocar, de se mostrar. Aceitar que era preciso dar uns passos para tr�s para ent�o conseguirmos avan�ar com tranquilidade novamente. Depois de tanto trabalho, o momento era de assumir que estava na hora de voltar essas etapas. Algo dif�cil. E, sinceramente, acredito que esse foi um motivo pontual para o que se apresenta agora. Momentos essencialmente pessoais.

A verdade � que a vida dos quatro sobreviventes do Velhos e Usados se tornou bem diferente. Paralelamente � banda cada um tomou um rumo. Caminhos que, nesse momento, dificilmente comportariam o tal �passo para tr�s�. Seja por pregui�a, por cansa�o, por falta de apoio, casamentos, trabalhos, profiss�es ou mesmo pela simples indisposi��o em fazer tudo de novo, em meio a novas e mais agitadas vidas. O fato � que chegamos a um ponto onde essa pausa se mostra mais do que necess�ria. Sabe o lance de sair do palco enquanto ainda existe aplauso? Pois �. N�o queremos que o V.U. v� sumindo aos poucos pela rotina. Optamos por uma decis�o seca. Dif�cil, por�m inevit�vel nesse momento. Assim, assumidamente cessamos as atividades como uma banda regular, de ensaios semanais, shows freq�entes e etc. Claro, nem preciso falar que a parceria entre n�s segue. A chance de, quem sabe, um dia voltarmos renovados em novos ciclos, jamais ser� descartada. Mas passa longe de proje��es recentes. Por isso, cada um segue seu caminho.

Vamos fazer assim: encaremos isso como um casal de namorados que se gosta (a velha analogia interna das bandas) mas n�o consegue levar a rela��o � diante. Nada de brigas, nada de rusgas. Apenas uma decis�o conjunta de quem ainda nutre um desejo �ntimo de, quem sabe, se encontrar uma hora dessas para um sexo casual. � por a�… Trocando por m�sica a parte do sexo, por favor!

Enfim. Nessas mal tra�adas linhas eu quis passar um pouco de nossa hist�ria, mostrar como todos os detalhes caminharam de acordo com cada momento. Assim, fica mais f�cil enxergar essa decis�o como o reflexo de mais um. E nada de choro, n�s estamos e estaremos aqui. O site, por hora, segue no ar. Esperamos que nossa som continue se propagando. Por isso, se voc� curte V.U. siga espalhando por a�! Sabemos que enquanto existir algu�m escutando essas can��es, a obra ser� eterna.

Encerro agradecendo aos que viveram esse sonho com a gente. Podem ter certeza que o clich� se encaixa perfeitamente nesse momento, pois tudo valeu � pena. Sem a menor d�vida far�amos tudo de novo! Foi foda, s�rio… Agrade�o aos que baixaram as m�sicas, compraram o disco, foram aos shows ou que ainda ficam, mesmo de longe, torcendo para desembarcarmos em suas cidades. Aos amigos, parceiros, bandas, fam�lias. A todos que compartilharam momentos do mais puro �xtase no palco. E, principalmente, a esses fuckeramazingblaster caras talentosos que viraram mais do que grandes amigos, que me ajudaram, que me incentivaram, que muito me ensinaram a fazer m�sica e que souberam aproveitar cada detalhe para fazer um som cada vez melhor. Afinal, esse sempre foi o lance do Velhos e Usados. Fazer melhor, deixar redondo. Meia boca pra gente nunca serviu e, justamente por isso, � assim a gente segue. Prometo que segue.

David.

Comunicado

Saturday, September 25th, 2010

Pessoal, no com felicidade que trazemos esta notcia: nesta sexta-feira, 24 de setembro de 2010, ns (Diego, David, Marco e Arthur) decidimos encerrar as atividades dos Velhos e Usados.

Os motivos so variados: mudana de cidade, dedicao a profisso e outras coisas que nos deixariam numa situao muito difcil para sustentar o comprometimento necessrio para seguirmos como uma banda.

Cabe lembrar que alguns integrantes ainda continuaro a fazer trabalhos musicais individualmente.

Nos ltimos anos nos dedicamos arduamente ao trabalho de compor, produzir msicas e fazer shows. Deixamos um esplio de 20 canes gravadas (entre o disco Hbrido, singles e verses disponveis no site www.velhoseusados.com) e dezenas de shows na memria de muita gente.

Gostaramos de agradecer imensamente ao nosso pblico e a todos que nos ajudaram, apoiaram, compareceram, ouviram e elogiaram nosso trabalho, e dizer que vocs foram fundamentais para que chegssemos to felizes at aqui.

Muito obrigado, e at mais.
Velhos e Usados: Diego Marx, David Murad, Arthur Lbo e Marco Pessoa

Dirio de Bordo: Velhos e Usados no Festival Goma

Thursday, September 2nd, 2010

No ltimo fim de semana fizemos nossa primeira participao no Festival Goma de Msica Independente, em Uberlndia, MG.

Samos de carro com nosso volumoso equipamento, gua, alguns quitutes e muito CD/MP3 pra ouvir nas quase cinco horas de viagem que separam Braslia de Uberlndia. A partida foi por volta das 10 da manh do sbado dia 28 de agosto. Nosso show seria na mesma noite.

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O primeiro CD executado na ntegra, j na estrada, foi Figure 8, do Elliott Smith, grande favorito de todos os membros do Velhos. Tambm teve espao pro novo disco do Paulinho Moska, entre outras sugestes individuais que tomaram a parte maior da viagem que vai at Catalo, GO. Parada tradicional pro banheiro e pro almoo.

Depois de Catalo, o trecho menor da viagem at Uberlndia de pouco mais de uma hora. Chegando em Uberlndia, foi fcil achar o endereo do Hotel usando Google Maps, GPS e uma pequena ajuda local. Rapidinho j estvamos no nosso quarto com credenciais e ligando pra Letcia, do Coletivo Megalozebu de Uberaba, dando uma fora ao Coletivo Goma em Uberlndia.

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Partimos para visitar o Espao Goma, logo do lado do nosso hotel. Fomos muito bem recebidos por todos, mesmo na correria do incio de uma oficina inserida na programao do Festival Goma. A ideia da utilizao de um espao fsico por um Coletivo cultural uma maravilha. O espao ponto de encontro, loja, bar, centro cultural com palco para shows, um local multi-uso e base do coletivo.

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Na vitrine um monte de CD e artesanato:

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E Diego aumentou sua coleo de btons:

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Partimos de l pro Coliseu Hall, local do show, conferir esquemas de equipamentos e conhecer o lugar tambm. BNego tava passando o som na hora. Conhecemos o vner, produtor local do Festival, agilizamos tudo e voltamos pro Hotel pra descansar antes do show.

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Rodzio de pizza antes do show, e partimos pra conferir as bandas de abertura da noite, as locais Perverse e Killer Klowns. As duas foram escolhidas a partir de seletivas pr-festival, e faziam um som bem diferente do resto das atraes da noite: hard rock do mais tradicional.

Fomos a primeira atrao da noite de fora de Uberlndia, e apesar da casa ainda no estar cheia, o feedback foi bem positivo tanto do pblico quanto da equipe do Festival. Tivemos alguns problemas no incio de Carneiro e o Leo, e decidimos recomear a msica, o que roubou um pouco do nosso tempo. No final, quase no tocamos Jeans, fechando o show, mas o pblico pediu mais um e a direo de palco liberou, pra nossa alegria. O set foi pequeno: Meio Cu, Alegoria, Carneiro e o Leo, Adaptao, Indivduo, Egonia e Jeans. Pretendamos tocar Chinaski mas ela foi eliminada do set logo antes de subirmos no palco.

Logo depois do show fomos entrevistados pela numerosa equipe de comunicao do festival, que forma o Portal Mdias Integradas Uberlandenses, o Portal MIU. Voc pode conferir um trecho da entrevista no vdeo-resumo da terceira noite do festival clicando aqui.

A noite seguiu com The Hell’s Kitchen Project, de Belo Horizonte, que fez muito bem seu servio s com baixo, bateria e vocal, sem guitarra. Muito boa proposta, muito bom o som!

O pessoal da Holger, de SP era muito esperado pelo pblico do festival e mandou muito bem no seu show, feito pra cantar e pular junto com eles. Show demais, recomendamos! Vo fazer bonito no Planeta Terra, certamente.

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Os locais do Porcas Borboletas tambm destruram. Show intenso e com participao total da platia. Os caras chegaram de uma turn recente pela Europa abrindo pra ningum menos que os Mutantes. Impressionante como conseguem manter um instrumental firme num show to visualmente intenso que beira a confuso.

O ltimo show foi do BNego com Black Sonora. Eu e Diego, depois de um longo papo com os caras do Holger, comemos um cachorro quente e voltamos pro hotel. David e Arthur ficaram pra conferir o festival at o fim.

Deixamos aqui nosso agradecimento a TODO mundo que trabalhou na organizao do Festival Goma. Bianca, vner, Letcia, Francesca, que foram as pessoas com as quais tivemos mais contato, Talles Lopes e toda a equipe de comunicao do festival, em especial Bruna Dourado, que nos entrevistou antes e depois do show e tem ajudado muito na divulgao do som do Velhos. A interao entre as bandas foi demais, e esperamos voltar em breve e muitas vezes pra Uberlndia. E Braslia t de portas abertas pra vocs, em qualquer coisa que pudermos ajudar.

Tem muito mais foto e vdeo nas mos dos outros membros da banda, incluindo uma tentativa de clipe pra Adaptao. Vai que conseguimos processar isso tudo em breve e colocamos aqui no site tambm. Vamos ver…