26/12 - Cansei de Ser Cult #53
Velvet Pub - 102 Norte
10 reais - Entrada gratuita até 22h

Contatos para Show - Juliana Cury
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Posts de December, 2009

1, 2, 3, gravando!

Thursday, December 17th, 2009

Amanhã finalmente, depois de uma série de delays, vamos gravar a bateria de vários novos singles do Velhos e Usados. A gravação vai ser em estúdio, com nossa equipe velha de guerra, Diego Marx e Henrique Andrade. E eu tocando, lógico.

Vamos usar um mix de componentes super vintage fucking amazing e modernos ainda com cheiro de novo. Na ala antiga, tons Ludwig dos anos 60, fornecidos pelo baterista anterior do Velhos, Marlon Costa, hoje na banda Korina. Na ala moderna, minha nova caixa Mapex Maple 14 x 8, em seu primeiro teste de gravação.

Vamos tentar manter todo mundo a par da gravação amanhã via Twitter. Fiquem ligados!

E já que estamos falando de futebol…

Monday, December 14th, 2009

O Ugo Giorgetti escreveu um artigo bem interessante ontem no Estadão. Pra quem nao sabe, também sou publicitário e desde a primeira vez que vi me incomodei de alguma forma com a nova campanha da Brahma. Segue o texto do cara, o qual concordei bonito!

————–

Guerreiros ou brameiros

Ugo Giorgetti

Não sei por que ando pensando muito num comercial da Brahma que andou, ou anda, pelas televisões.

De fato ele não me sai da cabeça.

Fiquei tão intrigado que recorri até ao site do Clube de Criação de S.Paulo, onde não só o encontrei na íntegra, como tive a surpresa de encontrar também declarações do diretor de marketing da Brahma que, por sua vez, vieram aumentar meu assombro.

Queria, logo de início, pedir licença ao diretor da empresa para refutar uma de suas declarações.

Diz ele: “Com a campanha não queremos impor nada a ninguém. Queremos apenas ser porta-vozes do povo brasileiro.”

Bem, meu porta-voz esse comercial não é, isso eu posso garantir.

E, espero, também não seja de boa parte do povo brasileiro.

Para quem não sabe, o comercial descreve a atitude ideal do torcedor brasileiro em relação à Copa do Mundo que se aproxima.

Consta de uma sucessão de imagens bélicas e melodramáticas, onde supostos torcedores carrancudos, gritam, choram e batem no peito.

Para deixar ainda mais claro a observadores menos atentos que o que se espera realmente são guerras e batalhas, mistura essas cenas com outras, fictícias, devidamente produzidas e filmadas, de um grande exército medieval em ação.

Se as imagens falam por si, o pior é o som.

Vozes jovens alucinadas urrando palavras de ordem num tom ameaçador, histérico, a lembrar manifestações das mais radicais e intolerantes agrupamentos que, infelizmente, existem no interior de qualquer sociedade.

Eu me permito transcrever algumas das frases vociferadas: “Eu queria que a seleção fosse para a Copa, como quem vai para uma batalha!” “Eu quero guerreiros!”, “Vamos para a guerra juntos! 180 milhões de guerreiros!” “Sou guerreiro!” No final do filme, num golpe de surrealismo que faria as delícias de Luis Buñuel, o locutor, contrariando o tom anterior de toda a mensagem, recomenda sabiamente: “Beba com moderação.”

O diretor de marketing da Brahma, no mesmo site do Clube de Criação continua: “A mensagem que queremos passar ao torcedor é que, além de ser a primeira marca brasileira a patrocinar oficialmente uma Copa do Mundo, o desejo da Brahma é despertar a atitude guerreira da seleção em todos os 190 milhões de brasileiros.”

Com todo o respeito que tenho pela Brahma, cuja publicidade acompanho, até por dever de ofício, há mais de quarenta anos, e que me pareceu sempre celebrar a alegria e a irreverência popular, essas declarações inspiram alguns comentários.

O que eu espero da seleção é que jogue bola.

Acho que o que nos derrotou em 2006 não foi a falta de guerreiros, mas foi o Zidane, que não era exatamente um guerreiro.

Quanto aos 190 milhões, espero que honrem nossa tradição de saber perder, como fizemos em 1950 em pleno Maracanã, ou como fizemos em 1982, encantando o mundo.

O resto é apenas apelar para o que há de pior na sociedade brasileira.

Que é o que faz esse equivocado comercial dessa grande empresa.

E de repente, a razão pela qual penso nele com tanta freqüência me aparece claramente: é que, de certo modo, o confundo com as cenas reais que aconteceram no estádio do Curitiba domingo passado.

Ao revê-las me ocorre uma pergunta: os torcedores que, ensandecidos, fizeram o que fizeram no Paraná seriam “guerreiros” ou “brameiros”?

Ou os dois?

Infelizmente não foi possível alertá-los para invadirem e quebrarem tudo “com moderação”.

A Odisséria do hexa (parte II)

Monday, December 14th, 2009

O Campeonato Brasileiro 2009 foi bem louco. Um monte de times passeando pela liderança e o Flamengo, desacreditado, correndo por fora sem chamar atenção. Assim tirou 12 pontos de desvantagem para o então líder e finalmente chegou perto do topo da tabela. Faltando três rodadas para terminar essa disputa de sete meses, pintou uma promoção na internet: excursão para ver Flamengo x Grêmio, de avião, hotel, ingresso na mão e camiseta de brinde, por 650 mangos, divididos em 10x sem juros! Pensei muito em garantir meu lugar nesse que seria o último jogo do campeonato e pelo embalo do time realmente poderia dar o título ao Flamengo. Mas àquela altura estávamos em segundo lugar… Ainda dependíamos de outros resultados e eu tenho um problema com esse negócio de cantar vitória, sabe? Desde 1995 (maldito Renato Gaúcho). Pois é, não tive coragem. Deixei passar a chance. Eis que o destino quis que chegássemos à ultima rodada em primeiro lugar. Era isso! O Flamengo dependia só de si para voltar a ser campeão, 17 anos depois daquele dia na casa do Henrique. Fiquei doido. Era a chance, era a hora de ver uma final do meu time no Maracanã. Um momento que eu esperei tanto e literalmente sonhei. Mas estava em cima da hora! Procurei ingresso na internet, com amigos do Rio, cambista, promoção e tudo mais. O dia “D” estava chegando e eu seguia sem nada. Foi quando um amigo falou “David! Excursão bate-volta para a final, por 300 reais com ingresso garantido!”. É isso, pensei. Cansativo, sem referência, barato demais pra ser verdade, mas era a única possibilidade de conseguir esse ingresso. Então fechamos o negócio! A excursão foi prometendo ônibus de luxo, dois andares, frigobar e o ingresso na mão ainda em Brasília. O nervosismo da semana crescia, o dia de partir se aproximava e a notícia de que não era certeza viajar com o ingresso na mão foi a primeira a chegar. Um dia depois já era certeza: realmente só iríamos receber o papelzinho que garantiria a entrada no Maior do Mundo, chegando ao Rio de Janeiro. Nossa desconfiança aumentava, mas nada podia ser feito, afinal, a essa altura, era isso ou nada. O sábado chegou, um monte de doidos pelo Flamengo se juntou no ponto de partida. Aquele clima tenso que passeia entre a euforia e o desespero no ar. O prometido era sair de Brasília às 11 da manhã, para encarar uma previsão de 16 horas de estrada e chegar ao Rio bem cedinho. Gritos, fotos, cerveja, amigos, desconhecidos, espera , 11hs, 12hs, 13hs, 14hs… E o ônibus cadê?

(continua)

A Odisséia do Hexa

Wednesday, December 9th, 2009

O dia 19 de julho de 1992 foi marcante. Estávamos eu, Rodrigo, Arthur (que não é o Didi) e André na casa do Henrique para ver a final do Campeonato Brasileiro daquele ano. Tínhamos dez anos. Na verdade eu ainda ia fazer dez anos, dali há dois meses. Enfim… O resultado desse dia foi o Flamengo pentacampeão brasileiro e eu descobrindo de verdade o que era torcer, o que era ter um time de futebol e ser apaixonado por ele de graça, assim sem motivo mesmo. No ano seguinte ganhei minha primeira camisa oficial. Número 5, do maestro Junior, que se aposentaria em 93. E assim segui ano após ano. Cresci com a máxima “todo mundo tenta, mas só o Mengão é penta”. Comprava minhas camisas, torcia, chorava, sorria, brigava e esperava. Ah, como esperava. De lá pra cá não posso dizer que foram poucos títulos, foram muitos até. No Rio viramos barbada… Mas Cariocas, Mercosuis e nem mesmo Copas do Brasil permeavam a emoção daquela final de 92. Mesmo assim segui esperando, torcendo, gritando, sorrindo, brigando, ficando mais velho e já não chorando tanto e nem comprando tantas camisas. Até por isso pensei “Será que gosto menos do Flamengo agora?”. Confesso que deixei o time em certas épocas (pequenas, juro) por birra, raiva de episódios desgostosos (maldito Cabañas). Mas no final das contas me via naquele mesmo sofrimento, coração na boca e amor inexplicável por um clube de futebol. Eis que 17 anos se passaram e depois de perder a hegemonia (e o versinho do penta) vi o Flamengo com a real possibilidade de ser Campeão Brasileiro novamente, de ser colocado em seu devido lugar, de recuperar todos essas anos de honra, de glória. Definitivamente não poderia perder a chance de estar lá, de ver esse acontecimento pessoalmente, de ser um dos responsáveis pelos gritos, pelo incentivo e, por que não, pelo título que poderia vir. Muitas vezes estive às vias de ir à final de um Carioca, mas sempre desistia. Sabia que a hora certa de ver meu Flamengo no Maracanã estaria por vir. E veio…

(continua…)

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Friday, December 4th, 2009

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