26/12 - Cansei de Ser Cult #53
Velvet Pub - 102 Norte
10 reais - Entrada gratuita até 22h

Contatos para Show - Juliana Cury
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Posts de November, 2009

Gravações e afins… Parte III

Sunday, November 15th, 2009

Gravação de baixo, normalmente é a parte mais tranqüila do processo. No nosso caso, um belo Fender do nosso amigo Guga do ADI ligado no pré Universal Audio. Alguns equalizadores e compressores VST e um belo som de baixo já enchia o disco.

Agora a parte mais deliciosa, pelo menos pra mim: guitarras.

Ah…  uma ótima gama de guitarras para usar na gravação, tínhamos uma Condor Les Paul, uma Gibson Les Paul, Fender Strato, Fender Jaguar, Epiphone Sheraton, Yamaha Pacífica…eram tantas guitarras que eu nem sabia por onde começar.

Nos amplificadores, uma réplica de JCM800, um Meteoro Valvulado e o meu preferido Duo Vox, um aplificador brasileiro da década de 70, com um som altamente cristalino, que combinado ao pedal OCD da Fulltone, deram o timbre campeão, utilizado por exemplo na música Jeans.

Algumas guitarras, diria que 20%, foram gravadas na forma clássica, guitarra – pedal – amp – mic – pré, e em todo o resto o meio digital imperou (na música Meio Céu, todas as guitarras foram gravadas em processadores digitais). Nas guitarras do David quase tudo foi digital, via POD ou via Guitar Rig, e em alguns casos o uso de reamping (quando se pega o sinal já gravado e manda pro amplificador e grava-se novamente) dos mesmos. Usei 3 tipos de microfone para as guitarras, Beta57, MD421 e C1 da Studio Projects.

O recorde de takes ficou com o solo de Invívido, que foi gravado mais de 100 vezes para conseguir um take realmente bom…

Velhos e Usados

Wednesday, November 11th, 2009

marca_velhos

Em meio a mesmice e aos modismos que as grandes gravadoras e rádios tentam impor fica fácil acreditarmos que o rock nacional se resume apenas a umas poucas bandas de qualidade que conquistaram seu espaço a duras penas no final dos anos 90 e a toda uma nova geração de adolescentes com músicas chorosas e que carregam como marca a chapinha e o rímel.

NÃO SE DESESPEREM! Existe muita banda boa tocando por ai, dos mais diversos estilos e vertentes do rock, só que não ouvimos porque a maioria faz parte do cenário independente do rock nacional e hoje eu vou falar de uma dessas ótimas bandas o Velhos e Usados.

Velhos e Usados é uma banda que faz parte do cenário musical de Brasília composta pelo quinteto Arthur Lobo (baixo), David Murad (guitarra e vocal), Diego Marx (guitarra e vocal), Marco Pessoa (bateria) e Rodrigo Cavallare (teclado e programações). A banda formada em 2005 apresenta uma sonoridade rica em influências das mais diversas, sinal, talvez, da diversificada bagagem cultural e acadêmica de cada um dos integrantes da banda que resultou no excelente álbum de estreia, Híbrido.

capa-hibridoO nome do álbum já diz tudo, é uma total mistura de elementos distintos que traz como resultado um rock n’ roll urbano e bem maduro que transita por vários estilos e influências como jazz, rock alternativo e o rock progressivo. As letras são muito bem tecidas e inteligentes abordando na maioria das vezes as relações humanas e harmonizam muito bem com o som das guitarras precisas, de uma bateria muito bem marcada e um misto de efeitos sonoros hipnotizadores. Destaque para as faixas “Meio Céu”, “Jeans”, “Reflexões Voláteis” (que dá nome a esse blog), “Multifacetado”, uma excelente versão de “O Mundo” de André Abujamra (ex Os Mulheres Negras e Karnak, atualmente vem se apresentando em SP com o grupo Desengonçalves), “Invívido” e “Trapos Remendos e Azul” (lógico que isso de acordo com o meu gosto). O álbum conta com uma faixa bônus, “Sexo em poesias”, gravada nos estúdios da Trama Virtual e essa faixa, bem como o álbum inteiro estão disponíveis para download através do site da banda e no site da Trama.

Pra quem gosta de música de qualidade Velhos e Usados é uma ótima opção pra quem acreditava que não havia nada de novo no cenário nacional.

Então deixo aqui essa sugestão, façam o download das músicas ou do álbum inteiro e se gostarem divulguem, passe pra frente, porque eu acredito que quanto mais nós incentivarmos os bons trabalhos musicais disponíveis melhor será para todos, porque mercado tem de sobra.

Para conhecer um pouco mais o trabalho da banda acessem os seguintes endereços:

Para realizar o download do álbum Híbrido basta acessar o site da banda ou clicar aqui.

Promoção Show fnac no Twitter

Monday, November 9th, 2009

Saudações!

Quer concorrer a um CD do Velhos e Usados? Quer receber o CD das mãos da banda?

É só enviar a mensagem abaixo na sua conta do twitter:

Eu vou ver @velhoseusados na fnac Brasília, 13/11, 19:30, de graça! / RT e concorra a 1 CD do V.U.! Sorteio no local do show

Pronto, é só enviar e você já está concorrendo!

Mas lembre-se: o sorteio e a entrega do disco serão no dia do show! Quem não for, perde o presente!

Pra não esquecer:

Velhos e Usados na fnac Brasília

13/11 – Sexta-feira

19:30

Entrada franca

Gravações e afins…Parte II

Monday, November 9th, 2009

Bateria

Ao contrário do desejo dos meus vizinhos, as gravações de bateria aconteceram na sala da minha casa e ocuparam uma semana do nosso cronograma. Fizemos vários testes de microfonação e sala antes de começarmos de fato. Tiago Palma (Baterista do Etno) afinou as peles e deixou o som da bateria bem “gordão”.

Dois dias passados e nada de uma captação do som da bateria convincente. No terceiro dia Henrique Andrade foi  salvar a pátria. Ele estava trabalhando num festival perto da minha casa e eu fiquei o dia inteiro ligando pra ele até que pudesse ir nos ajudar. Um equalizador aqui, um compressor ali, um tapinha no microfone e pronto!!! Tínhamos o SOM da bateria!!! A partir daí recomeçaríamos tudo, refizemos as músicas que já estavam gravadas e começava definitivamente o que iria para o disco. Quatro dias de gravação das 10 da manhã às 10 da noite foram suficientes para as 11 músicas do disco.

Detalhes Técnicos – Gravações Independentes dependem de muuuuita gente.
Para a gravação usamos:

  • Bateria Premier Inglesa do Lelo
  • Caixa de bateria Ludwig do Márlon
  • Pratos Zildjian do Edu e do Márlon
  • AKG D-112 dentro bumbo
  • Shure Sm57 sobre a caixa e Shure Beta57 na esteira da caixa
  • Senheiser MD421 no Ton e no Surdo
  • AKG C2000 no hi-hat
  • Um par de AKG C1000 nos Over Heads
  • Studio Projects C1 dentro do lavabo pra captar as ambiências e reverberações.
  • Um pré Universal Audio para o microfone da caixa
  • Prés da MOTU para todo o resto

Pronto… o Zé, meu vizinho que tem o quarto dividido parede/parede com a sala da minha casa, já poderia ter seu sono devolvido. Eu que nunca havia desconfiado do real motivo dele nunca ter reclamado da barulheira das gravações até pouco tempo atrás… enfim pude saber… ele comprou uma bateria e está aprendendo a tocar no quarto dele.

Gravações e afins… Parte I

Saturday, November 7th, 2009

Como terça-feira começaremos um novo processo de gravação, gostaria de pincelar alguns assuntos relacionados a nossas gravações nos últimos tempos. Percebi que quase tudo o que falei sobre o processo de gravação do Híbrido foi para blogs de outras pessoas, matérias de jornal, ou para os amigos músicos curiosos sobre o processo, de forma muito didática e sem algumas peculiaridades hi(e)stóricas. Esse tópico vale também para a curiosidade de quem não sabe muito sobre o processo de gravação.

Híbrido

OBS: Sou péssimo com datas, lembro-me pouco delas e o que aconteceu ante-ontem me parece ano passado, logo, elas são a parte não confiável nas minhas histórias.

Pré-produção -

É um período de ensaio para composição de arranjos. No caso de um primeiro disco, normalmente esse processo começa já no primeiro ensaio da banda. E com a gente não foi diferente, lembro que um dos primeiros ensaios com o Marco foi usado para arranjar a música Jeans, enquanto nossos amigos JP e Super assistiam e se embriagavam de um delicioso Rum Cubano, o qual também bebíamos em bicadinhas sociais. O ensaio acabou quando o Super caiu sobre os amplificadores e derrubou várias outras coisas. Beto e Xande, do Móveis, acompanhavam regularmente os ensaios dando importantes pitacos para a estrutura das músicas.

Em maio de 2007, gravamos a pré-produção, que nada mais é do que a gravação prévia do disco inteiro, uma espécie de rascunho do disco, que orienta as gravações que virão. A nossa foi gravada no estúdio Prof, com o Henrique Andrade. A banda gravou ao vivo e depois eu gravei a minha parte em casa. O motivo? Fui ao show do Billy Paul, afinal haviam divulgado que seria a última vez que ele viria ao Brasil. Eu acreditei…

Mas esta parte da história tem um final muito feliz. Com a pré em mãos, enviamos para a Spin Music, a editora do André Abujamra, a nossa versão de “O Mundo” para aprovação do compositor. Depois de alguns dias, a resposta veio num email pra nossa amiga Josy, que estava tocando a negociação. Ela recebeu um email do representante da Spin, Fernando Y., que dizia:

“Josy.
Falei com o André e ele aprovou com louvor.
Abs”

Agora sim, tudo estava pronto para começarmos as gravações…