26/12 - Cansei de Ser Cult #53
Velvet Pub - 102 Norte
10 reais - Entrada gratuita até 22h

Contatos para Show - Juliana Cury
velhos[at]velhoseusados.com
61 7813-8291

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Posts de October, 2009

C’mmons baby! #42 (outono azul)

Wednesday, October 14th, 2009
Capa Podcast

Chegamos a emisión 42, a da resposta universal, mas temos que marchar de viaxe e improvisamos un C’mmons baby! breve para este comezo de outono. Poñemos a orella en Uruguai, Suecia, Brasil e os EUA para buscar esa cor azul das montañas e dos denim. (25m36s)

Como virar fã por acaso

Wednesday, October 14th, 2009

Eu raramente comento sobre minha banda com amigos. Acabo achando que a maioria já sabe da existência dela, e que eles vão achar uma chateação mais uma banda de amigo, afinal em Brasília, todo mundo tem banda.

Ontem à noite após uma tuitada convidando novos cadastros para o nosso Boletim V.U. (com o qual você recebe notícias e conteúdo exclusivo direto na sua caixa de mensagens), um amigo, desesperado por vender sua geladeira e sua cama de casal, achou que éramos um site de compra e venda de móveis Velhos e Usados e chegou chegando para fazer seu cadastro.

Acabou visitando o site, ouvindo a banda, e espero eu, virando fã. Quer ver show da gente antes de ir embora pra São Paulo.

Compartilhe sua história. Conte pra nós como você esbarrou com o Velhos e Usados.

Só Auto-Tune Salva…

Sunday, October 11th, 2009

Dia desses escutei uma frase, não me lembro de quem… acho que foi de alguém do móveis, que dizia que o Auto-Tune era o synth da primeira década. Após refletir sobre o assunto acho que quase concordo.

Pra quem não sabe, o Auto-tune é um plugin (entendam programa ou software) responsável pela maioria das vozes afinadas que escutamos nos discos de hoje em dia, e que quando usado em doses cavalares, soa como a Cher no clássico Believe, ou o “O O… O O” do Cine. E ao contrário do que muitos cantores costumam afirmar, sou usuário e adepto deste tipo de tecnologia. Penso que isto torna possível escutarmos discos de pessoas que não são abençoadas com o dom vocal, e principalmente torna suportável escutar Velhos e Usados nas gravações.

Sim, sou desafinado… e sei que “no peito dos desafinados, no fundo do peito, bate calado…” E  que também queremos mostrar nossa música mesmo que alguns não queiram ouvir… até pouco tempo atrás, sentia até vergonha de cantar nos shows, e quando mandava aquela nota totalmente fora, quase não se ouvia mais minha voz durante os shows. Mas algo mudou… em algum show desses no último ano, ao ver que todo mundo lá embaixo estava cantando desafinado e se divertindo comigo, pensei… ah quer saber? vamo nessa!!! E desde então tenho colocado cada vez mais minha voz pra passear… mas essa é uma batalha nada simples…

Por fim, acabo descobrindo que somos uma classe extensa, e com representantes de muito peso, Herbert Vianna, Humberto Gessinger, Tom York e nosso presidente Wayne Coyne, claro que, com alguns mais e outros menos… e ainda que eu não queira me comparar com tais, sou muito influenciado por muitos deles, cresci ouvindo… e não há como ser muito diferente.

Pra finalizar gostaria de dizer que não sou um conformista, e sim, pratico bastante e tento cuidar da voz… mas acho que como todo desafinado… as vezes ela fica fora de controle… por isso… sempre que eu precisar… sei que o Auto-Tune estará ao meu lado…

A música como indústria sobrevive?

Wednesday, October 7th, 2009

Recentemente terminei de ler o livro Appetite for Self-Destruction, sobre o qual já comentei por aqui em outros posts (ver aqui e aqui). Em resumo, ele trata de como a indústria da música não soube aproveitar a mudança de formato de mídia, saindo do CD para arquivos digitais, como oportunidade de negócio.

Uma mudança de magnitude semelhante foi aproveitada ao extremo com o estabelecimento do CD como mídia principal de venda de música. Fortunas foram gastas em vários pontos da linha de produção musical, com a substituição de fábricas de LP’s por instalações de produção de CD’s, com a mudança de espaço físico em lojas de discos, e dos paradigmas de gravação por meio digital, e até na promoção dos artistas. Com o surgimento do CD, retornos financeiros exorbitantes causaram um boom na indústria musical que durou até o surgimento do mp3, do Napster e da internet banda larga.

Diante de todas as mudanças ocorridas após o fenômeno Napster, e com a descida de ladeira da indústria musical, fica a pergunta: onde uma banda independente pode se inserir para conseguir espaço nesse universo? Espaço financeiro, que fique claro, por menor que seja. Até Trent Reznor já deu opiniões a respeito do que bandas independentes podem fazer para ganhar espaço de divulgação na rede. De acordo com ele, não há mais dúvida de uma coisa: a música é gratuita, não importa o que eu, você, ou a indústria pensemos. A dica dele: disponibilize suas músicas, de graça, em alta qualidade. É melhor que você faça isso pro seu público, e não alguma outra pessoa que não se preocupe com a qualidade do seu material.

E a grana? Ofereça produtos especiais, com bônus, mega-encartes, edições especiais, a preços que justifiquem tal produto especial. O próprio Nine-Inch Nails faz isso, ou o Beastie Boys. Lá fora, e por aqui também, já é possível que bandas independentes vendam seus arquivos digitais, seja na iTunes store, ou na Amazon, ou em vários outros serviços legais de venda de arquivos digitais. Mesmo que suas faixas estejam disponíveis gratuitamente, há pessoas lá fora que têm o hábito de comprar faixas digitais, assim como tinham o hábito de comprar CD’s. Mas ainda fica a dúvida: uma banda nova, lutando por divulgação, pode fazer uso de uma estratégia semelhante e conseguir o mesmo retorno financeiro? Existe saída?

Há a sugestão da banda como empresa, tendo como objetivo principal a venda do show como produto, atrelando a venda de CD’s aos eventos. O CD, juntamente de camisetas, bótons, bonés, e brindes, seria um produto secundário da banda, vendido nos shows a quem ficar impressionado e interessado com a apresentação da banda. Tal modelo é muito bem destrinchado no trabalho “Música Ltda.”, do Leonardo Santos Salazar, pela UFPE, que apresenta um plano de negócios para um empreendimento cultural no formato de banda.

A empresa exemplificada é uma banda de covers de MPB, que conseguiria vender seu show a eventos bem diferentes daqueles do circuito do rock independente. Apesar do excelente trabalho, me ficou a pergunta de como adequar isso a uma banda de rock autoral, em uma cidade com escassa estrutura de eventos que pagam cachês fixos a bandas independentes. Pra quem quiser saber como anda esse espaço em Brasília, sugiro o trabalho de conclusão de curso da Nina Puglia, pela Geografia da UnB (Análise espacial do mercado de música do Distrito Federal), que vai virar dissertação de mestrado em uma versão ampliada.

Uma pesquisa da empresa Forrester, especializada em pesquisa de mercado, sugere uma revisão radical na indústria para que ela sobreviva, atendendo às necessidades do consumidor ouvinte. Isso incluiria uma experiência única, personalizada, que inclui letras, vídeos de shows sob demanda, fotos, chat com outros ouvintes da mesma banda, streaming de audio e vídeo, e até direitos de realizarem mash-ups com as faixas de seus artistas favoritos. Em resumo: consumidores querem conteúdo que eles possam personalizar e compartilhar com amigos. Um exemplo de plataforma nessa linha pode ser visto aqui.

Deixo por aqui mais perguntas que respostas, com a certeza de que há muito acontecendo, e de que nesse caminho só não se pode ficar parado.