26/12 - Cansei de Ser Cult #53
Velvet Pub - 102 Norte
10 reais - Entrada gratuita até 22h

Contatos para Show - Juliana Cury
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Posts de October, 2009

Show + faixa para download em breve

Friday, October 23rd, 2009
Velhos e Usados ao vivo

Nos próximos dias vamos divulgar datas para shows ainda este ano, e vamos disponibilizar uma faixa ao vivo do disco Híbrido para download.

Fiquem ligados!

Consumo independente

Thursday, October 22nd, 2009

Quem tem acompanhado nossas postagens no Twitter (se você não tem, é só nos seguir clicando aqui), pôde ver a repercussão de uma de nossas tuitadas, que falava de uma proposta bem simples.

A sugestão é: “Devia haver uma campanha para dar música independente de presente”, do Rafael Escobar, que recentemente comprou dois CD’s do Velhos e Usados – um pra ele, e outro pra dar de presente.

Em dias em que quase ninguém mais compra CD, seu presente acabou sendo original (quem diria que esse dia ia chegar).

A Alê dos Santos, que escreve pra vários blogs musicais, entre eles o “A festa nunca termina”, concordou e adicionou: Pra ela o movimento deveria ser não só esse, mas sim o de se escutar música independente de qualidade: mais gente interessada.

Foi prontamente apoiada por Daniela Firme, cantora e produtora de eventos em Brasília, pela Musimix.

Todo esse papo me lembrou o relato que li essa semana da Malu Aires, organizadora solitária e valente do BH Indie Music, festival mineiro que essa semana fechou a sua terceira edição, que durou 42 dias(!).

Nós participamos do festival no início de setembro, com três shows completamente diferentes um do outro, mas com a avaliação final de que valeu a pena o esforço de tocar em Belo Horizonte.

A proposta de Malu Aires é a de um festival de bandas independentes, feito de forma independente, que conta com o apoio de várias casas de Belo Horizonte para a realização de shows semanais dentro do festival. Dividindo as dezenas de bandas em um punhado de casas por pouco mais de um mês, você tem a possibilidade de realizar vários shows com bandas locais e de fora, povoando a cidade com música independente.

Levando o festival praticamente sozinha, Malu relatou para cada semana de festival, no seu blog, as alegrias, agruras, problemas, e lavou a roupa suja ali mesmo, terminando com um desabafo impressionante de quem, depois de dedicação extenuante de mais de um mês, parece ter falado com o vazio quando o assunto era público, atitude das bandas, ou no fim, o próprio interesse ao qual se referiu a Alê dos Santos. Malu não poupou bandas e seus membros, produtores, coletivos, tudo que faz parte do mundo independente.

Deixo vocês com as palavras da própria Malu (para um relato de cada semana do BH Indie Music leiam o blog do festival clicando aqui), deixando nosso abraço e nosso agradecimento para ela, pela oportunidade de tocarmos pela primeira vez em Belo Horizonte.

“Findamos a penúltima semana.
Ao final da maratona, uma reunião na casa quando já passava das 3 da manhã. Me perguntam se estou me esforçando o suficiente, se estou panfletando na rua, se estou sendo esforçada em pedir ajuda às bandas, se o povo do BH Indie Music, das bandas daqui, não podem fazer mais do que ensaios de luxo.
Desmorono e confesso: eu sou o BH Indie Music. Estou sozinha e faço tudo o que posso, tudo. Até de forma desrespeitosa comigo mesma.
Estava no limite físico, sem dormir, sem comer, sem tempo pra mim e pra minha vida pessoal.

Me desculpei pelas constrangedoras lágrimas que minavam e disse que a falta de dinheiro na execução de um projeto tão grande como este festival é empreitada inédita em qualquer lugar do planeta. Que muita coisa mudaria em 2010, porque sem dinheiro no próximo ano, seria uma grande irresponsabilidade mantê-lo. Que às bandas de BH que não compraram este projeto, não servem mais pra ele e que seriam desligadas.

E que se o BH Indie Music se comportasse no futuro como berço e recepção da cena de fora, paciência. Foi o que a cena local quis durante estes últimos 42 dias.

Salvo raras exceções já provadas, procuramos novos parceiros dignos deste trabalho. Gente de música que acredita neste projeto e que vê nele importância para sua própria música. Aos que querem palco fácil no dia e hora que querem tocar e que provaram isso nos últimos dias, sem nenhuma divulgação dos seus shows, nenhuma vontade de mostrar o que estava acontecendo embaixo do próprio nariz e com todas as más atitudes impregnadas em pose, tenham boa jornada sozinhos.

Meu esforço agradece. As casas que vocês deixaram vazias, também. As bandas que vocês mal prestigiaram darão razão à esta postura. E as bandas daqui que trabalharam em dobro pela ausência de vocês, também acham certa a providência.”

Malu Aires (Para o post completo, clique aqui)

Aprenda a organizar um show

Tuesday, October 20th, 2009
Capa Aprenda a Organizar um Show

Alê Barreto já organizou eventos do porte do Claro que é Rock. Recentemente ele lançou o livro Aprenda a Organizar um Show, na Coleção Produtor Cultural Independente. Este também é o nome do seu blog.

Ele vai estar em Brasília nos dias 9 e 10 de novembro ministrando um curso com o mesmo nome do livro. Nós do Velhos e Usados apostamos na auto-gestão como caminho de produção independente, e se você está nesse meio e no mesmo barco, pode aproveitar a oportunidade do curso.

Leiam aqui a descrição sobre o evento disponível no site Candango.

“O administrador, produtor de conteúdo e produtor cultural independente Alê Barreto estará em Brasília nos dia 09 e 10 de novembro para ministrar o curso Aprenda a Organizar um Show.

O objetivo é ensinar aos participantes como planejar, executar e desmontar um espetáculo musical, assim como desenvolver aspectos da formação do produtor executivo de show, estimular o trabalho do profissional da área de espetáculos musicais e fomentar o conhecimento na área da organização do mercado cultural.

Alê Barreto é conhecido por ter trabalhado na produção executiva de grandes shows como Claro que é Rock, Ibest Rock, Avril Lavigne, Whitesnake e Scorpions. Ele também é autor do livro Aprenda a Organizar um Show e administrador do site Produtor Cultural Independente.

SERVIÇO

Aprenda a Organizar um Show

Data:
9 e 10 de novembro, das 14h às 22h.

Local:
Centro de Estudos da UNACOM, SCS Quadra 8, Bloco B50, 4º andar – Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil)

Investimento:
R$ 250,00 – Confira preços promocionais para grupos.

Informações:
Mirella Malta pelo email mirellamalta@globo.com ou pelo telefone (61) 9273-9002).”

Entrevistas históricas

Monday, October 19th, 2009
Capa do Livro Rolling Stone

Qual publicação, em um intervalo de quase 40 anos, cobriu grande parte da história da cultura pop em suas páginas?

Em entrevistas muitas vezes históricas, a Rolling Stone americana conta com um conteúdo de arquivo de grande valor para os amantes da música e de cultura geral, passando por política, cinema e televisão.

Acabei de ler o livro Rolling Stone – As Melhores Entrevistas da Revista Rolling Stone. A seleção de entrevistas, editadas por Jann S. Wenner (fundador da revista) e Joe Levy (editor executivo), começa com Pete Townshend em 1968 e termina com Bono Vox em 2005. A lista de entrevistados é grande, e contém a entrevista histórica de Johnn Lennon (1971), a de Kurt Cobain poucos meses antes de cometer suicídio, seguida da de Courtney Love alguns meses após o suicídio de Kurt (ambas de 1994).

Apelando para a curiosidade típica do ser humano em conhecer a intimidade de celebridades, o livro prende facilmente sua atenção a cada entrevista, na medida em que detalhes bem particulares de cada pessoa são revelados aos diversos entrevistadores.

A primeira edição em português lançada pela Larousse só peca, e feio, na tradução e na revisão do texto. Muitas expressões em inglês se perdem na tradução desengonçada. Muitos erros passaram pela revisão, seja de português, seja até de diagramação.

Sugestões culturais bacanas

Sunday, October 18th, 2009

O fim de semana de feriadão foi só alegria cultural.

De surpresa visitei uma exposição no CCBB de Brasília – e olha que fazia tempo que não via uma exposição tão legal por lá – do artista francês Gérard Fromanger. Nunca tinha ouvido falar nele, e fiquei surpreso com suas obras. Pra mim que não sou lá grande conhecedor de conceitos de arte, posso descrever a coisa toda como vetorização feita a mão, desde os anos 60. Gostei bastante, e ficam as imagens como amostra.

A exposição tá rolando até dia 15 de novembro aqui em Brasília.

No domingo fomos assistir o documentário Herbert de Perto.

Pra quem tem banda e mais ainda pra quem é fã de Paralamas, vale muito o ingresso. Dá pra sentir um pouco da idéia no site do filme. Recomendo. Abaixo a imagem do cartaz do filme.