26/12 - Cansei de Ser Cult #53
Velvet Pub - 102 Norte
10 reais - Entrada gratuita até 22h

Contatos para Show - Juliana Cury
velhos[at]velhoseusados.com
61 7813-8291

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Posts de October, 2008

Rayuela – 4/11

Friday, October 31st, 2008

Terça que vem estaremos no Rayuela , e pela primeira vez, faremos um show majoritariamente com músicas de outros artistas… Tocaremos nossas versões, e também alguns covers de artistas que fazem parte das nossas referências musicais.

E você? O que gostaria de ouvir/ver a gente tocando? Deixe aí sua sugestão… vai que a banda gosta…

Informações:
Rayuela – 412 Sul
Dia 4/11
21 Hs
Preço – R$ 5

vibe 2

Monday, October 27th, 2008

Nine Inch Nails

Nine Inch Nails

Year Zero (2007)

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puts!!

http://www.youtube.com/watch?v=qXVX2zzHxeg

pq eu nao to lá??

=~

Reflexões Plausíveis II

Thursday, October 23rd, 2008

Devo ter entrado no Orkut no primeiro semestre de 2004, nos seus primeiros meses de funcionamento. Ainda era um local equilibrado em relação à origem dos usuários. Ainda havia gente falando inglês, por exemplo, e gente reclamando de conversas em português onde ninguém entendia português – hoje acho que já desistiram de reclamar, e não acompanho mais tanta coisa por lá assim. Já havia um pequeno grupo de pessoas falando de Brasília e o Rock, comunidade que existe até hoje. Comecei a fazer contato, procurando banda. Por alguns dias troquei idéia com Luís, o Speedkills, do que era Mentes Póstumas e hoje é Club Silêncio. Também com a Anabelle, que na época nem era do Lilly Ava Vour, nem do Hello Crazy People, e com quem perdi contato e acabei sendo apresentado depois no meio de uma festa no Landscape – que ainda era na Asa Norte, e que conheci na festa de inauguração.

Mas antes disso, em 2003, a internet, e não o Orkut necessariamente, me fez achar uma banda pra ensaiar, o Janice Doll. Tirando o fato de que a banda tinha como planos cantar em inglês, idéia que não me agradava, ensaiamos bastante e conseguimos fazer alguma coisa juntos. Éramos um power trio muito grunge, muito a ver com o que na época fazia o The Vines, que também não me agradava muito. Em um dos ensaios testamos um segundo guitarrista. Ele também era biólogo, me identifiquei com o cara, talvez fosse possível tirar um pouco a banda desse lado tão grunge, trazendo algo mais power/brit pop, vai saber. Mas ele teve que sair mais cedo do ensaio, tinha show com a banda dele, na qual tocava trombone. "Trombone? Como chama sua banda?"… "Móveis Coloniais de Acaju", respondeu o Xande Bursztyn, e me perguntou se eu conhecia.  Já tinha ouvido falar, sim. O Janice Doll foi selecionado pra um festival, a primeira edição da re-edição do Rolla Pedra. Fomos selecionados, mas já tinha uma viagem marcada no dia do show. A banda arrumou um baterista substituto. As críticas ao show no festival não foram nada boas. Nunca mais dei notícias, e eles nunca mais me procuraram. Recentemente eles fizeram contato com um produtor inglês, gravaram disco, tocaram no Porão do Rock. Vão muito bem.

Em algum momento dessa época, comecei a conhecer pessoas e receber convite pra eventos sociais locais. Já era uma novidade. Numa festa de aniversário vi um dos primeiros shows do que na época tinha o nome de "Watson e o Progresso da Ciência". Hoje a banda se chama só Watson. O lugar nem existe mais, era o Beliskatessen, ou algo assim. Foi a única vez que fui a esse lugar.

Desisti também do Orkut, mas comecei a receber uns e-mails de uma banda interessada em baterista. O primeiro e-mail prometia festas com virgens escandinavas, além de outras regalias. Não dei muita atenção, e o segundo e-mail veio de outro membro da banda, o Rafael, e foi mais centrado. Depois de muito insistirem, acabei topando, e fui encontrar Otto, Karla, e Rafael, no Martinica, café tradicional da pose-cult-cigarro-com-piteira-ou-não brasiliense. Brincadeira, o Martinica é legal. Comecei a ensaiar com a Cabaret Café.

continua no dia 07.11

Vale a leitura e a mensagem..

Monday, October 20th, 2008

Hoje o texto por aqui não será de minha autoria, mas de um velho amigo que vive há algum tempo na terra do Tio Sam e, por vezes, nos escreve contando histórias e estórias dessa experiência, no mínimo interessante. O amigo em questão se chama Michel Diener, um cabra bruto (virginiano do dia 4, como eu) que começou essa brincadeira de fazer banda comigo e com Diego. Enfim, ele permitiu que esse texto fosse exposto por aqui. Uma leitura rápida que faz a gente perceber alguns problemas que muitas vezes acreditamos estar longe dos cantos e guetos do primeiro mundo. Para mim serviu para enxergar que necessidade, ajuda e compaixão são universais e de responsabilidade geral.

"Hollywood, 14 de Outubro de 2008

O mundo

O mundo por vezes parece injusto e ingrato, e nos aparece de formas mais estranhas. Outro dia estava com o André na mesa de um bar discutindo um modelo mais justo de sociedade; ele propõe fim da bolsa de valores; eu mais dinheiro pra todo mundo. Não chegamos a nenhum consenso (claramente). Por sua passagem por Cuba, o André me relatou a realidade de um regime fracassado e pobre. Não existe nem papel higiénico em Cuba. São aproximadamente 330km que separam Miami de Havana; executivos de pescadores, Lamborghinis de taperas com esteiras para dormir, ricos de pobres.

Hoje eu estava aqui procurando algumas entidades sociais para cumprir 20 horas de serviço voluntário, como parte do meu programa da faculdade. Pessoalmente falando eu também preciso ajudar outras pessoas. Com o tempo a necessidade de dinheiro e a ganancia começam a me fazer mal. Todos estão sempre ocupados trabalhando e curtindo o dinheiro que ganham sem se preocupar com quem realmente precisa. Aqui no sul da Florida, mais especificamente em Miami existem mais mendigos que muitas capitais do Brasil. Uma amiga minha da Alemanha ate então nunca tinha visto mendigo na vida. E estranho pensar que no pais mais rico do mundo ainda existam tais problemas. Gente sem trabalho, que não tem onde dormir, e ate mesmo o que comer.

Por coincidência, hoje depois de um dia de procura por trabalho voluntário, apareceu uma senhora la no meu trabalho. Essa senhora as vezes aparece por la, e sempre pergunta pelo William, que já foi embora pro Brasil. Estava uma noite muito agradável, com uma lua cheia enorme e uma brisa de praia, quando a senhora chegou com duas sacolas. Eu e meu espanhol arranhado entendi que ela procurava pelo meu amigo que já foi e oferecia uma camiseta que estava dentro da sacola. A principio não dei muita atenção. Pensei que ela só queria vender as coisas que tinha e educadamente pedi pra ela voltar outro dia, que eu estava ocupado e não tinha dinheiro. Ela insistiu e disse que precisava muito, e explicou que precisava do dinheiro pra comprar agua. AGUA. Em pleno século 21, em uma das cidades mais ricas e luxuosas do mundo, eu me deparo com alguém precisando de agua?! Fiquei paralisado.

Eu lembrei do William que sempre deu atenção a ela, e em troca ela dizia que rezaria por ele. Ela trazia umas coisas pra ele, e nunca pediu nada em troca. Eu percebi que ela não queria esmola, e nem estava pedindo alguma doação. Percebi pela expressão do rosto que realmente ela precisava de ajuda. Abri minha carteira e só tinha $5 dólares. Dei a ela o dinheiro que tinha e pedi que ficasse com a camiseta, e vendesse para outra pessoa. Ela disse que não; quis que eu ficasse com a camiseta. Existia ali uma relação de troca, comercio, e não de esmola. Ela mais que depressa segurou minha mão e me agradeceu (quando a gente trabalha na rua muito tempo, aprendemos a ler as pessoas e dizer quando elas são sinceras ou não). Ela saiu em direcao ao mercado para comprar um galão de agua, e eu fiquei ali com uma camiseta na mão.

Depois que ela saiu, me bateu essa tristeza que saber que eu poderia ter ajudado mais. Os olhos pesaram e a expressão de alegria e agradecimento daquela senhora ficaram na cabeça pelo resto da noite. O André tinha razão em dizer que "do jeito que ta não ta certo" e que de fato a gente tem que fazer alguma coisa. Em tempos de crise financeira, desemprego, gasolina cara, isso e aquilo, eu acho que a gente pode (e deve) parar um minuto do nosso dia e ajudar quem realmente precisa. De certo quem um dia parou para ajudar alguma outra pessoa, sem esperar nada em troca talvez entenda o enobrecimento de alma de uma doação genuína. Acredito, sem demagogia, que todo nos temos o que dividir. Não quero dar exemplo, nem licoe, mas queria instigar um pouco as pessoas que conheço. Amanha espero levantar essa minha bunda gorda da cadeira e de fato fazer a diferença na vida de alguém. Espero ate mesmo que meus amigos também o facam… e os amigos dos meus amigos… e os amigos dos amigos dos meus amigo…a gente nao escolheu o sistema, mas podemos melhorar do nosso jeito.

Michel"

Você parece com alguém que conheço…

Sunday, October 19th, 2008

Já isso falaram pra você? Que você parece com alguém?

Pois é, ou estavam te cantando, que é o mais normal que aconteça, pois hoje em dia, não há mais cantadas criativas (eu particularmente nunca fui bom nisto), ou falaram de verdade.

Isso me leva a pensar…

Quem não parece com outra pessoa? Somos quantos no mundo hoje? Mais de 4 bilhões? É claro que vamos parecer com alguém! Ainda mais se seguirmos o catolicismo que nos diz que todos nasceram de Adão e Eva. Seríamos todos da mesma família e é claro que teríamos que ser iguais… Nascemos dos mesmos pais!!!

Tudo bem que Eva deve ter tido um caso com outros homens (quem sabe com os Jonas Brothers , aquela banda americana de três irmãos, porque eu não acredito que nestes tempos eles ainda sejam virgens! Ainda mais com aquele tanto de mulher atrás deles) já que somos bem diferentes fenotipicamente dos asiáticos, ou dos africanos por exemplo. Ou será que Adão podia mudar de cor igual um camaleão? Quem sabe não é verdade?

Religiões à parte (espero não ter abalado ninguém com este post, também sou católico), vamos voltar ao tema. Já me falaram isto tantas vezes que eu nem sei mais quem eu sou! Já fui parecido com o Gianechini (esse minha avó que falou. Ah, vai, aposto que a de vocês falou isso pra vocês também durante a novela, isto também serve para as mulheres. Todo mundo quer ser ou parecer o Gianechini), com o Zéu Brito (www.zeubritto.blogger.com.br ), que pena de mim; com o Murilo Benício, com o David Schwimmer (Ross Geller), com o Nicolas Cage, com o Pedro Neschling (o filho da mamusca – http://bloglog.globo.com/pedroneschling ), Fui até irmão do David daqui do V.U… Falem a verdade, lógico que eu sou muito mais bonito… Foram tantas as comparações que eu já estou em dúvidas sobre meus pais… Será mesmo que eu não sou irmão do Brad Pitt? Bom, neste mundo de igualdades e divergências nada mais me surpreende.

Foi mal ter ficado longe do blog estes dias mas minha monografia está me sugando.

Beijo a todos.

Ps: A banda que eu citei lá em cima, por mais que pareça, não é os Hanson.