A produção de conteúdo pelo próprio usuário é, sem dúvida, o presente e o futuro do entretenimento, graças à famosa inclusão digital e à falada web 2.0. Mas poucos sabem que um dos grandes ícones, senão o granmasterfuckeramazing ícone, da produção de vídeos caseiros for web, não tem absolutamente nada de “for web”…
Batiman – Feira da Fruta, ou simplesmente Filme do Bátima para os mais íntimos, é uma produção datada do início dos anos 80, quando dois amigos resolveram gravar um episódio da série Batman e Robin, exibida nos anos 60 nos Estados Unidos e reprisada à época pelo SBT aqui no Brasil, e utilizar um sistema inovador do vídeo-cassete, que permitia gravar um novo áudio por cima do vídeo previamente armazenado. Eram dois adolescentes que simplesmente queriam fazer uma coisa divertida para assistir entre amigos, mas o resultado foi tão bom que passou de mão em mão, até se perder de seus realizadores e acabar parando na internet mais de vinte anos depois. Bom, a história detalhada dessa sacanagem toda eu não vou escrever por aqui, pois já foi muito bem contada pelo site judão.com.br e vocês podem acompanhar no seguinte link: http://www.judao.com.br/televisao/batman-robin-feira-da-fruta/ Lá tem tudo desde o episódio original da série até o script em arquivo .doc, com todas as falas da famosa dublagem. Já afirmo que é altamente recomendável!
Por aqui cabe dizer o tanto que essa brincadeira influenciou diversos vídeos similares que encontramos pela internet: desde tosqueiras tentando chegar ao mesmo nível, como outras dublagens do Batman anos 60, até grandes produções como “O Destino de Miguel” (este também uma pérola que certamente receberá um futuro post próprio por aqui). O Filme do Bátima não influenciou somente a dublagem amadora para web, mas também toda a diversificação de vídeos engraçados no mundo virtual! Em minha visão de fã ouso dizer que esses amigos adolescentes de São Paulo (hoje já coroas), sem querer, deram o grande impulso para a formação do conteúdo amador de entretenimento virtual em nosso país.
Isso tudo sem contar a grande contribuição para o crescimento do vocabulário xulo entre amigos (uhuhuhu! eu vô comê a tia do Bátima!), os bordões que servem para diversas situações cotidianas (De onde você tirou esse escudo, hein?) e o fato de saber que algo tão divertido foi feito por simples amigos sacanas, como eu ou você… Enfim, não precisa ser o bobo, o jóker, o palhaço ou o kuringa para, no mínimo, se divertir com esta pérola…
Quem já viu sabe do que estou falando e quem ainda não viu, tome vergonha!
Bom… moçada todo mundo pra trás, que o pau vai comer solto por aqui:
Eis o Filme do Bátima.