26/12 - Cansei de Ser Cult #53
Velvet Pub - 102 Norte
10 reais - Entrada gratuita até 22h

Contatos para Show - Juliana Cury
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Posts de July, 2008

Crítica Híbrido (Três Estrelas)

Friday, July 4th, 2008

fonte Correio Brasiliense

Nem tão velhos, nem tão usados

PEDRO BRANT

Se o título do disco de estréia da banda brasiliense Velhos e Usados, Híbrido, tenta sugerir um som no qual diversas verten tes sonoras se encontram, na prá tica, não é bem assim. O nome da banda também pode indicar refe rências musicais antigas, o que não é o caso. O quinteto faz rock- contemporâneo – puro e simples. Com um pouco mais de peso e su jeira aqui e ali poderiam ser enc aixados no mesmo escaninho de bandas como Arctic Monkeys. Mas a referência mais óbvia da banda são mesmo os cariocas do Los Hermanos – para o que isso tem de bom e de ruim. Dos barbu dos, pegam a ousadia para deta lhes (efeitos, barulhinhos, arran jos de cordas, mudanças de anda mentos), bem exemplificados em Indivíduo e o Carneiro e o leão (pontos altos do CD). As tentati vas de belas letras, no entanto, nem sempre funcionam – não pél as letras em si, mas pela interpre tação dos vocalistas, sem convic ção em alguns casos (Meio céu).

O que mais impressiona em Híbrido é a qualidade da grava ção. Hoje é possível gravar em ca sa e obter um resultado extrema mente satisfatório – e eles soube ram explorar bem esses recursos. No quesito instrumental, a ban da se mostra bem afiada (desta que para o trabalho do baixista Arthur Lobo), mas, no geral, a Ve lhos e Usados parece estar no meio do caminho (nem tão ve lha, nem muito usada), ainda ex perimentando e buscando iden tidade. Nada que um pouco de estrada não resolva.

HÍBRIDO

Disco de estréia da banda brasiliense Velhos e Usados, produzido por Diego Marx e Beto Mejía. Lançamento independente, 11 faixas. Preço: R$ 15. Download gratuito no site www.velhoseusados.com .

Correções ***

Aonde se lê “ bem exemplificados em Indivíduo e o Carneiro e o leão (pontos altos do CD)”

Leia-se “ bem exemplificados em Invívido e o Carneiro e o leão (pontos altos do CD)”

O Preço do híbrido no site e shows por enquanto é R$ 10,00

Estréia da Casa

Friday, July 4th, 2008

fonte: Correio Brasiliense

Felicidade em dose dupla para a banda brasiliense Velhos e Usados. Hoje, no Espaço Brasil Telecom, os rapazes fazem show de lançamento do primeiro disco; no dia 24 de julho, em São Paulo, tocam no prestigiado clube Milo Garage, por terem vencido, ao lado de quatro bandas, concurso promovido pelo site Trama Virtual. “Ter o respaldo da Trama é uma ótima carta de apresentação”, comemora o vocalista e guitarrista Diego Marx “Vai ser nosso primeiro show próprio fora de Brasília. Estamos muito empolgados.”
A empolgação maior é para logo mais, quando sobem ao palco para mostrar as 11 canções do álbum de estréia, Híbrido, explicado no final da última faixa, Trapos, remendos e azul: “Diz-se daquele que provém de espécies diferentes, que se afastam das leis naturais, que participam de gêneros diferentes”. Ou seja, sons de influências diversas.
O álbum, como explica Marx é totalmente “dependente e independente” “Gravamos em um estúdio montado na minha casa e bancamos tudo do nosso próprio bolso. Mas só conseguimos isso com o apoio de vários amigos, que emprestaram material e tempo”, esclarece. Entre os colaboradores, está o pessoal de outra cria da cidade, Móveis Coloniais de Acaju, que, inclusive, canta e toca em algumas faixas. Entre os cinco integrantes, Diego é o mais familiarizado com os processos de gravação. Foram seis meses de estúdio, tempo suficiente para cuidar de detalhes como tratamento acústico e vazamentos. Arthur Lôbo (baixo), David Murad (guitarra), Marco Pessoa (bateria) e Rodrigo Cavallare (teclado) completam o quinteto.
O lema carpe diem (em latim, aproveite o dia) exerce influência nas composições do grupo. “Sempre discutimos o conceito filosófico do carpe diem”, explica Diego. “A idéia de usá-lo como norte das músicas surgiu há quatro anos. O interessante é que envolve dois lados: para aproveitar o dia, paga-se um preço, ou seja, também cabem doses de tristeza e melancolia.” A única versão do disco é O Mundo, da banda Karnak. “Uma das letras mais simples, belas e diretas. Não conhecia nenhuma versão que indicasse a violência da letra, que diz coisas simples de um jeito duro, então, decidimos por uma levada mais pesada”.
A Velhos e Usados não foge das tendências digitais de bandas atuais com perfis nos mais diversos sites, do Myspace ao Orkut e disponibiliza, desde fevereiro, o álbum para download na página pessoal, gratuitamente. “Sempre lançamos nossas músicas na internet primeiro, porque serve como um termômetro. É mais importante escutarem as músicas e comparecerem ao show”, afirma o vocalista. “E Brasília ainda tem uma certa dificuldade com bandas autorais.”Antes da formação definitiva, os músicos tocaram em projetos diversos, como a banda de pop feliz Patuléia Brodibanda. “Pode parecer egoísta, mas fazemos música que gostamos de escutar em casa. Estamos muito orgulhosos do disco.”
Wilco, Queens of the Stone Age e Elliot Smith figuram na lista de influência do conjunto, assim como os barbudos Los Hermanos, “porque eles soam parecidos com as bandas de que gostamos”, explica Diego. Não só isso. “O grupo em si é muito diferente”, afirma. “Tem desde o cara que curte muito reggae ao metaleiro mais pesado. Tudo isso reflete nas músicas.” Pensam em compor em inglês? “Somos defensores da língua portuguesa, que é belíssima, e não queremos segregar o público que não entende o idioma”, justifica.

Velhos e Usados por Serena Capó

Friday, July 4th, 2008

por Serena Capó

É um prazer ver o que a gente gosta crescer e dar certo, de uma forma que dá vontade de estar por dentro, de fazer parte, de algum modo, da harmonia e da seriedade em/com que essas coisas acontecem e se solidificam. Pensando nisso eu resolvi entrevistar o pessoal da banda Velhos e Usados. Com uma linha fina separando as risadas das reflexões, meia hora de entrevista foi gravada. E uma boa síntese do que é essa tal de Velhos e Usados.

Menos de mim e mais deles, vou apresentá-los. Velhos e Usados é: Diego Marx na guitarra e vocal, Marco Pessoa na bateria, Rodrigo Cavallare no teclado e programações, Arthur Lôbo no baixo e David Murad na guitarra e vocal. O Velhos começou quando David e Diego apareceram com uma nova proposta, um novo conceito. Veio de um projeto anterior que se desfez e da vontade de Diego e David de fazerem algo novo, já que já tocavam há mais tempo juntos e se conheciam. Então começaram a procurar pessoas em que confiavam e que fossem fazer “ficar maneiro”. E ficou. E assim, enquanto a banda era formada com os novos integrantes, cada um adicionava um pouco de si à música. O VU é conseqüência de um movimento de amadurecimento e logo já estava encontrando algumas das muitas caras que teria, pra frente. As letras complexas, segundo eles, acabam tornando o público fechado, porém, a proposta do Velhos é “fazer música pra nós mesmos, pra pessoas que tem a nossa percepção de música”, explica Diego. O CD originado dessa mescla musical, o Híbrido, está aí pra comprovar o caráter da banda. “Não foram só cinco rostos de nós cinco, foram pelo menos mil de cada um de nós da banda, e pessoas de fora, do Patuléia, de outras bandas, que estavam na gravação. É um CD de proveta, uma experiência, uma concepção sonora. Com DNA multifacetado.” Para a banda, o Velhos não foi uma banda formada para fazer sucesso ou vender, lotar shows. A banda é uma forma deles fazerem música para eles. E acreditando nisso, no entanto, eles confiam que haverá (mais) público para eles “Acreditamos que tem gente lá fora como a gente”; “O melhor é constatar, no Last.fm, que as pessoas que ouvem o VU ouvem as mesmas coisas que a gente. Há uma identificação”, conclui David. Eles não esperavam uma aceitação tão grande do CD na internet, e esperam um retorno do público para com o CD. “Seria bacana ver, sei lá, na comunidade da banda no Orkut, pessoal de outras regiões dando um alô ‘Escutamos o Híbrido’”, conta Diego. Sobre o Híbrido, fiz uma pergunta complexa. “Vocês acham que o Velhos e Usados se realizou no Híbrido ou que o Híbrido realizou o Velhos e Usados?” explicando melhor, o CD é uma conseqüência do que a banda é ou a banda, hoje, é uma conseqüência do Híbrido gravado e pronto? Eles explicam que queriam que o Híbrido saísse do jeitinho que eles queriam “O processo de gravação, de cada instrumento, de cada voz foi minucioso. Nós queríamos que ele ficasse como a gente queria. Houve casos de músicas que ficaram prontas, gravadas, e dois dias depois nós mudamos porque achamos que deveríamos. É um caráter peculiar, um atrativo da banda, as mudanças constantes. Mas acho que o Híbrido não é UMA cara da banda, é uma DAS MUITAS caras que a banda tem. A banda realizou o CD, o Híbrido é fruto do que nós somos.” Sobre o show de lançamento, eles dizem que vai ser de fato o primeiro show do Velhos e Usados. Com a cara do Velhos, só do Velhos e produzido pelo Velhos. E depois do show, o que rola? Depois do show é um Novo Velhos.

Depois de terminar, fiz uma pergunta que me pareceu coerente fazer, pelas pessoas com quem eu havia conversado e pelo que eu sei do Velhos. Em uma frase, o que representa a música para cada um de vocês?

E foi isso – e outras cositas más – que eu ouvi:

David: Música é legal de escutar… Então, as pessoas muitas vezes não sabem que ela é muito legal de fazer também. Melhor ainda é a gente poder fazer para os outros escutarem

Rodrigo: Ensaio, ensaio e ensaio, e quando você estiver cansado, ensaie mais!

Diego: Música é o meu humor

Arthur: Liberdade de expressão

Marco: É a união de uma série de notas que fazem sentido. Unidas ao acaso. Ou não.

Para ouvir Velhos e Usados, vá em www.myspace.com/velhoseusados

Para baixar o Híbrido, vá em www.velhoseusados.com