26/12 - Cansei de Ser Cult #53
Velvet Pub - 102 Norte
10 reais - Entrada gratuita até 22h

Contatos para Show - Juliana Cury
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Posts de April, 2008

Abril e Velhos…

Wednesday, April 30th, 2008

Abril, talvez o mês de nascimentos do Velhos e Usados.

abr/2006 – Primeiro Show da Banda (ainda não usávamos o nome Velhos e Usados)

abr/2007 – Primeiro Show da Banda com a formação atual (com o Marco na bateria)

abr/2008 – Nascimento do primeiro disco. (A data em que o disco ficou efetivamente PRONTO e foi pra fábrica)

É… O disco tá chegando… lá pelo dia 10 de maio ele bate na nossa porta… em breve mais novidades…

beijo no coração

Egoí­smo passional…

Wednesday, April 30th, 2008

"Eu te amo…"
Engraçado… dificilmente essa frase é dita sem a espera da recíproca, ou mesmo sem alguma insegurança. "e se ele(a) não me amar? e eu… será que amo mesmo?"
quando mais novo achava que dizer "eu te amo" era um problema enorme… ficava bravo com "eu te amo" soltos à esmo por casais apaixonados… percebo hoje que amar é mais fácil do que pensava. hoje eu amo todo mundo… sério mesmo! parto do princípio que te amo até que você me prove o contrário…

chegamos à discussão do simples egoísmo natural do ser humano… já parou pra pensar nisso? somos naturalmente egoístas, queremos ter a certeza de que amanhã estaremos bem. não estaremos sozinhos para encarar os problemas, teremos alguém para dividir tristezas. e isso é completamente normal e reconfortante. querer um leito, um cobertor de orelha, um beijo sob o edredom, alguém pra te carregar pro hospital de madrugada… é lindo mesmo! mas pense naquela história de amar ao próximo como a si mesmo, sem olhar a quem, sem se preocupar, sem esperar… será? talvez. no fundo acredito. quero acreditar… mas reparem que, na maioria dos casos, o amor ao próximo é extremamente condicionado ao amor que você espera do próximo. claro, há amor de pai, amor de mãe, filho e existem também amores não correspondidos. mas, certamente, mesmo nesses casos, ele está ali esperando essa correspondência, ainda que ela demore ou nunca chegue.

muitas vezes a gente ama e, principalmente, declara esse amor, por medo de ficar sozinho… nos entregamos pra ter alguém que se entregue também. vejo o amor muito mais egoísta do que altruísta. mas isso não faz dele um sentimento falso, não mesmo! penso que pode, sim, ser verdadeiro, mas nem sempre incondicional como diz sua teoria. e eu não to reclamando. apenas observando… tentando entender. percebendo que no final das contas não importa! egoísmo à esmo… é legal dizer que se ama, é maravilhoso (e natural desejar) receber uma massagem no ego, junto com um cafuné. e é realmente linda a simples possibilidade de ouvir uma doce recíproca, seguida de reticências…

Acreditando em coisas estranhas… Amando o alienígena…

Wednesday, April 23rd, 2008

Alien

A luz neon que colore o asfalto parece combustível para o anseio por novidades, que até então, nunca havia sido tão grande em toda a humanidade. Tudo é grande, tudo é moderno, tudo é exagero, enfim… tudo é um grande blefe. O maior de que me recordo em toda história… Lembro-me de poucos momentos em que houve uma ruptura tão grande quanto a que aconteceu nos anos 80.

Nasci em 82, e acredito que essa busca incessante pelo futuro, tenha sido causada dentre outros motivos, pela proximidade com o novo milênio. Afinal, não é todo mundo que tem a oportunidade de presenciar uma virada de milênio, e ainda por cima pagar pra ver se o mundo acabaria mesmo antes do ano 2000.

Cometa Halley, naves espaciais, carros voadores, o frio mundo digitalizado e metálico (realmente dessa parte quase demos conta), o Soma de Huxley e refrigerantes coloridos… é… havia realmente uma corrida contra o tempo pra que se desse conta de tamanha mudança na humanidade antes da virada.

E a música, como toda arte, sofreu uma grande interferência dessa revolução estética. Havia baterias eletrônicas, teclados digitais, efeitos sonoros para guitarra, samples e etc. e ninguém pra dizer o que poderia ser feito com tudo isso. E a música dos anos 80 nasceu assim… com aquela cara de filho de incubadora, desdenhando de seus pais (a psicodelia dos 70′s). Foi justamente nessa época que o Brasil finalmente conseguiu traduzir o rock. Tudo isso são pra chegar num assunto sobre o qual somos sempre indagados: o rock nacional dos anos 80.

Todos nós brasileiros temos no inconsciente coletivo músicas diversas do espólio da época. Paralamas, Titãs, Legião e cia… e mesmo quem não gosta, conhece… naturalmente nós também temos encravadas em nossas cabeças essas músicas. ¿Dizer que é uma influência direta? Talvez… diria melhor… ¿por que não? Mas definitivamente não é a base de tudo…

Basta olhar um pouco pra frente… chegando aos 90′s parece que o mundo se deu conta de que não daria tempo pra tamanha mudança, e aos poucos (nem tão poucos assim), as coisas foram voltando aos eixos. Os cintilantes foram ficando de lado até que o xadrez fosco voltasse, isso já na primeira década. ¿E o que dizer sobre a nossa música? ¿Somos post 80′s? ¿Post 90′s? ¿Ou simplesmente indies retrôs que vão pra shows de bolsa?

Tudo vale a pena se a alma não é pequena… Na verdade… nem sei… acho que só o tempo dirá se nós também só estamos blefando…

Besteirol

Saturday, April 19th, 2008

Pois bem, não fazia idéia do que postar aqui. Pensei em filosofar uma música do Velhos, falar sobre instrumentos musicais, bandas que ninguém conhece e até receita de bolo, só que nenhuma me agradou. Enquanto eu tentava criar algo interessante para post ficava me divertindo com as besteiras do YouTube, vendo coisas engraçadas. Então caiu a ficha. Darei dicas de ví­deos toscos do YouTube.

Para começar recomendo os que acabei de ver:

- System of Vila – Chaves Suey. Esse é um ví­deo em que a turma do chaves aparece "tocando" Chope Suey do System of Down. Muito engraçado.

-Queda da modelo. Uma modelo fazendo o seu desfile cai duas vezes só que na segunda vez a coitadinha cai de um jeito hilario. Acho que todo mundo já assistiu, mas vale apena ver de novo.

-Star Wars nerds. Um cão fantoche (Triumph, The Insult Comic Dog) fica zuando uns caras nerds do star wars, mas de um jeito muito fdp. Eu aconselho ver legendado.

-Street Fighter 2 – Dancer vs. Baby. É imprescindí­vel para aqueles que jogaram SF2. Com direito a musiquinha e efeitos sonoros do jogo original

E os clássicos que não poderiam ficar de fora como Cacete de agulha, Jeremias, Uva elétrica, BATIMAN, Destino de Miguel, Achmed the Dead Terrorist, Rubinho 12 anos, as músicas legendadas (Creedence por exemplo), fala Sônia e por ai vai!

Fica então aqui algumas dicas de besteirol do iuutubiu.

Lembre-se desse post quando a insônia bater.

ps: comente aí um vídeo no Youtube que você ache engraçado. Com certeza irei assisti-lo.

Multifacetado

Wednesday, April 16th, 2008

O que você vai ser quando crescer?

Em memórias mais distantes, na infância, já fui astronauta, cientista, escritor, piloto da esquadrilha da fumaça. No meu aniversário de 3 ou 4 anos, ganhei uma bateria de brinquedo. Logo depois um laboratório de quí­mica, mais tarde um jogo alquimista. Colecionava cartões de figuras do já finado Chocolate Surpresa, que trazia temas dos mais diferentes filos do reino animal. Lembro bem da série com esponjas (Domí­nio Eukaryota, Reino Animalia, Filo Porifera).

Já na pré adolescência, depois de ter sido apresentado a Beatles – com uma fita cassete dos seus Greatest Hits, que ouvia de forma incessante -, ganhei um microscópio de brinquedo, desses que vendem em livrarias com lâminas já preparadas de fibras de tecidos de algodão, nylon, ou uma perna de formiga. Nesta época, as paixões fulminantes por meninas de 12 anos ousadas demais para um menino de 11 anos quadrado demais trouxeram o hábito de se ouvir rock demais.

Se eu pudesse escolher um instrumento pra tocar, qual eu escolheria?

Me fiz essa pergunta em algum momento do ano de 1992. Já tinha tido aulas de teclado, que não me agradaram em nada – o teclado acabou guardado em alguma prateleira, empoeirado. Não fui com a cara da professora. Não me sentia capaz de controlar os dedos no braço de um violão ou guitarra. Força de vontade pra instrumentos de sopro? Hm, não. Tinha ritmo. Tinha uma capacidade paranóica e compulsiva de contar passos. Compassos.

Contrariando vontades maternas iniciais, acabei biólogo por escolha, baterista também por escolha e insistência. Fotógrafo porque sim. Blogueiro por necessidade. Professor de inglês por dom. Simpatizante por Budismo por curiosidade. O que me moveu sempre foi o desafio. A vontade de provar que posso fazer bem algo que nunca fiz. O que me guiou foram os detalhes jogados na minha mão, por minha mãe, na infância. Sou um reflexo daquilo. Não existe escolha fixa, não quero viver preso a uma só faceta.