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    Estréia da Casa

    Diego Marx | 04/07/2008 - 10:42

    fonte: Correio Brasiliense

    Felicidade em dose dupla para a banda brasiliense Velhos e Usados. Hoje, no Espaço Brasil Telecom, os rapazes fazem show de lançamento do primeiro disco; no dia 24 de julho, em São Paulo, tocam no prestigiado clube Milo Garage, por terem vencido, ao lado de quatro bandas, concurso promovido pelo site Trama Virtual. “Ter o respaldo da Trama é uma ótima carta de apresentação”, comemora o vocalista e guitarrista Diego Marx “Vai ser nosso primeiro show próprio fora de Brasília. Estamos muito empolgados.”
    A empolgação maior é para logo mais, quando sobem ao palco para mostrar as 11 canções do álbum de estréia, Híbrido, explicado no final da última faixa, Trapos, remendos e azul: “Diz-se daquele que provém de espécies diferentes, que se afastam das leis naturais, que participam de gêneros diferentes”. Ou seja, sons de influências diversas.
    O álbum, como explica Marx é totalmente “dependente e independente” “Gravamos em um estúdio montado na minha casa e bancamos tudo do nosso próprio bolso. Mas só conseguimos isso com o apoio de vários amigos, que emprestaram material e tempo”, esclarece. Entre os colaboradores, está o pessoal de outra cria da cidade, Móveis Coloniais de Acaju, que, inclusive, canta e toca em algumas faixas. Entre os cinco integrantes, Diego é o mais familiarizado com os processos de gravação. Foram seis meses de estúdio, tempo suficiente para cuidar de detalhes como tratamento acústico e vazamentos. Arthur Lôbo (baixo), David Murad (guitarra), Marco Pessoa (bateria) e Rodrigo Cavallare (teclado) completam o quinteto.
    O lema carpe diem (em latim, aproveite o dia) exerce influência nas composições do grupo. “Sempre discutimos o conceito filosófico do carpe diem”, explica Diego. “A idéia de usá-lo como norte das músicas surgiu há quatro anos. O interessante é que envolve dois lados: para aproveitar o dia, paga-se um preço, ou seja, também cabem doses de tristeza e melancolia.” A única versão do disco é O Mundo, da banda Karnak. “Uma das letras mais simples, belas e diretas. Não conhecia nenhuma versão que indicasse a violência da letra, que diz coisas simples de um jeito duro, então, decidimos por uma levada mais pesada”.
    A Velhos e Usados não foge das tendências digitais de bandas atuais com perfis nos mais diversos sites, do Myspace ao Orkut e disponibiliza, desde fevereiro, o álbum para download na página pessoal, gratuitamente. “Sempre lançamos nossas músicas na internet primeiro, porque serve como um termômetro. É mais importante escutarem as músicas e comparecerem ao show”, afirma o vocalista. “E Brasília ainda tem uma certa dificuldade com bandas autorais.”Antes da formação definitiva, os músicos tocaram em projetos diversos, como a banda de pop feliz Patuléia Brodibanda. “Pode parecer egoísta, mas fazemos música que gostamos de escutar em casa. Estamos muito orgulhosos do disco.”
    Wilco, Queens of the Stone Age e Elliot Smith figuram na lista de influência do conjunto, assim como os barbudos Los Hermanos, “porque eles soam parecidos com as bandas de que gostamos”, explica Diego. Não só isso. “O grupo em si é muito diferente”, afirma. “Tem desde o cara que curte muito reggae ao metaleiro mais pesado. Tudo isso reflete nas músicas.” Pensam em compor em inglês? “Somos defensores da língua portuguesa, que é belíssima, e não queremos segregar o público que não entende o idioma”, justifica.

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