December 2017
M T W T F S S
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Próximos Shows:

  • Nenhum evento na agenda.
  • Contatos para Show
    velhos[at]velhoseusados.com

    Nome:


    E-mail:






    Velhos e Usados por Serena Capó

    Diego Marx | 04/07/2008 - 9:25

    por Serena Capó

    É um prazer ver o que a gente gosta crescer e dar certo, de uma forma que dá vontade de estar por dentro, de fazer parte, de algum modo, da harmonia e da seriedade em/com que essas coisas acontecem e se solidificam. Pensando nisso eu resolvi entrevistar o pessoal da banda Velhos e Usados. Com uma linha fina separando as risadas das reflexões, meia hora de entrevista foi gravada. E uma boa síntese do que é essa tal de Velhos e Usados.

    Menos de mim e mais deles, vou apresentá-los. Velhos e Usados é: Diego Marx na guitarra e vocal, Marco Pessoa na bateria, Rodrigo Cavallare no teclado e programações, Arthur Lôbo no baixo e David Murad na guitarra e vocal. O Velhos começou quando David e Diego apareceram com uma nova proposta, um novo conceito. Veio de um projeto anterior que se desfez e da vontade de Diego e David de fazerem algo novo, já que já tocavam há mais tempo juntos e se conheciam. Então começaram a procurar pessoas em que confiavam e que fossem fazer “ficar maneiro”. E ficou. E assim, enquanto a banda era formada com os novos integrantes, cada um adicionava um pouco de si à música. O VU é conseqüência de um movimento de amadurecimento e logo já estava encontrando algumas das muitas caras que teria, pra frente. As letras complexas, segundo eles, acabam tornando o público fechado, porém, a proposta do Velhos é “fazer música pra nós mesmos, pra pessoas que tem a nossa percepção de música”, explica Diego. O CD originado dessa mescla musical, o Híbrido, está aí pra comprovar o caráter da banda. “Não foram só cinco rostos de nós cinco, foram pelo menos mil de cada um de nós da banda, e pessoas de fora, do Patuléia, de outras bandas, que estavam na gravação. É um CD de proveta, uma experiência, uma concepção sonora. Com DNA multifacetado.” Para a banda, o Velhos não foi uma banda formada para fazer sucesso ou vender, lotar shows. A banda é uma forma deles fazerem música para eles. E acreditando nisso, no entanto, eles confiam que haverá (mais) público para eles “Acreditamos que tem gente lá fora como a gente”; “O melhor é constatar, no Last.fm, que as pessoas que ouvem o VU ouvem as mesmas coisas que a gente. Há uma identificação”, conclui David. Eles não esperavam uma aceitação tão grande do CD na internet, e esperam um retorno do público para com o CD. “Seria bacana ver, sei lá, na comunidade da banda no Orkut, pessoal de outras regiões dando um alô ‘Escutamos o Híbrido’”, conta Diego. Sobre o Híbrido, fiz uma pergunta complexa. “Vocês acham que o Velhos e Usados se realizou no Híbrido ou que o Híbrido realizou o Velhos e Usados?” explicando melhor, o CD é uma conseqüência do que a banda é ou a banda, hoje, é uma conseqüência do Híbrido gravado e pronto? Eles explicam que queriam que o Híbrido saísse do jeitinho que eles queriam “O processo de gravação, de cada instrumento, de cada voz foi minucioso. Nós queríamos que ele ficasse como a gente queria. Houve casos de músicas que ficaram prontas, gravadas, e dois dias depois nós mudamos porque achamos que deveríamos. É um caráter peculiar, um atrativo da banda, as mudanças constantes. Mas acho que o Híbrido não é UMA cara da banda, é uma DAS MUITAS caras que a banda tem. A banda realizou o CD, o Híbrido é fruto do que nós somos.” Sobre o show de lançamento, eles dizem que vai ser de fato o primeiro show do Velhos e Usados. Com a cara do Velhos, só do Velhos e produzido pelo Velhos. E depois do show, o que rola? Depois do show é um Novo Velhos.

    Depois de terminar, fiz uma pergunta que me pareceu coerente fazer, pelas pessoas com quem eu havia conversado e pelo que eu sei do Velhos. Em uma frase, o que representa a música para cada um de vocês?

    E foi isso – e outras cositas más – que eu ouvi:

    David: Música é legal de escutar… Então, as pessoas muitas vezes não sabem que ela é muito legal de fazer também. Melhor ainda é a gente poder fazer para os outros escutarem

    Rodrigo: Ensaio, ensaio e ensaio, e quando você estiver cansado, ensaie mais!

    Diego: Música é o meu humor

    Arthur: Liberdade de expressão

    Marco: É a união de uma série de notas que fazem sentido. Unidas ao acaso. Ou não.

    Para ouvir Velhos e Usados, vá em www.myspace.com/velhoseusados

    Para baixar o Híbrido, vá em www.velhoseusados.com

    2 respostas para “Velhos e Usados por Serena Capó”

    1. Amanda disse:

      velhos e usados é muito bom, cara, adivinha quem foi que me colocou pra escutar? serena capó manda muito bem, claro, aprendeu comigo hahahah
      ‘fala que eu sou bonita no fim’
      e parabéns pro velhos pelo cd, que tá excelente!

    2. Diana Maia disse:

      Serena tem uma maneira interessante de nos mostrar a banda. Trilhando ora pelos caminhos do Velhos, ora por suas perguntas, nos faz chegar à intimidade da banda, como se ouvissemos deles mesmos sua história. E para quem já tem a grata satisfação de conhecer o cd, é como se desse rosto à alma – ou vice-versa. Parabéns Velhos, parabéns Serena.

    Comente

    Trackback no seu site