December 2017
M T W T F S S
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Próximos Shows:

  • Nenhum evento na agenda.
  • Contatos para Show
    velhos[at]velhoseusados.com

    Nome:


    E-mail:






    O novo rock de Brasília

    Webmaster | 01/06/2007 - 19:25

    Tradicional reduto de bandas de rock, Brasília vem nos últimos anos sofrendo uma interessante renovação. Cada vez mais novas bandas vêm aparecendo e buscando um novo tipo de som. Esse é o caso da Velhos e Usados formada por David Murad (voz/ guitarra), Diego Marx (voz/ guitarra), Arthur Lobo (baixo), Rodrigo Cavallare (teclados) e Marco Pessoa (bateria) que através da mistura de rock, trip, jazz e letras bem feitas produz uma sonoridade bastante atraente, para ter noção do que estou falando, é só você ouvir “O Carneiro e o Leão” e “Alegoria” .

    Criada pelos amigos de faculdade David e Diego, a banda surgiu em 2003, com o nome de Patuléia, chegando a fazer vários shows e até gravar um CD. Só no final de 2005 com uma nova formação passou a ser chamada de Velhos e Usados, adotando um novo som e conceito.
    A mudança vem rendendo frutos, como o segundo lugar do Centro-Oeste no Festival Trama Universitário (julho/2006), concorrendo com mais de 1700 bandas, além de finalista do festival de bandas Rolla Pedra, na categoria Música do Brasil. Este ano promete ser ainda melhor, vai ser lançado no segundo semestre o primeiro CD com 11 músicas e estará disponível na net para quem quiser baixar.

    Para saber um pouco mais da banda, eu conversei com o vocalista David Murad. Ficou muito bacana, confere aí!

    Som do Som: Por que o nome Velhos e Usados?
    David Murad: Velhos e Usados não é nada mais do que algo que nos soou bem, nos pareceu coerente com quem curtia o som, com quem percebia muitas influências criando uma música nova, mas ao mesmo tempo já velha, usada. Mas o lance principal (e mais banal) é que procuramos um monte de nomes e vimos que a maioria deles já estavam velhos e usados.

    S.S: Vocês já eram conhecidos como “Patuléia”, tinham um público certo, álbum gravado. Por que mudaram?

    D. M: Essa pergunta a gente se fez durante muito tempo, até que decidimos mudar. Eu e Diego passamos anos procurando a formação, a sonoridade ideal e quando chegamos perto de algo que nos satisfazia de verdade, percebemos que nada tinha a ver com a Patuléia, que era uma proposta bem legal também, só que mais pop, mais fácil de fazer a digestão. Era na base de mais curtição do que trabalho nas músicas, mas deu pra curtir bastante. Chegamos a tocar no Maranhão.

    S.S: O público de vocês está mais centrado em Brasília e Goiás?

    D. M: Sim, principalmente aqui em Brasília. Estamos nesse processo de conhecer nosso público ainda. E entender que tipo de gente vai curtir escutar o V.U., pois a mudança é recente. A banda com a proposta atual existe somente há um ano e meio, e a receptividade e abrangência da galera tem surpreendido.

    S.S: Falando do som de vocês, nota-se uma grande influência dos Los Hermanos. Não teme comparação?
    D. M: É engraçado isso, já reparou que hoje em dia, todo mundo que faz um som não tão mercadológico, um pouco natural e não tendencioso acaba sendo comparado ao Los hermanos? É o caso de bandas tipo Moptop, Gram, Mombojó e a própria Móveis Coloniais de Acaju, aqui de Brasília. É inegável, que os caras abriram uma porta e trouxeram um certo lirismo de volta pro rock, e isso foi ótimo ! Eles mostraram que é possível ser independente mesmo dentro da maior gravadora do mundo, que é a Sony. Mas com certeza a influência deles existe sim, mas se repararmos bem o som é diferente. Uma banda que nos influencia muito mais do que hermanos, por exemplo, é o Mombojó, de Recife. Mas não temo a comparação, mas evito, e talvez o público que almejamos seja justamente essa parcela que curte os hermanos, uma galera que gosta de música mesmo e de escutar, de entender e de apreciar.

    S.S: Você acha que é uma tendência do novo rock brasileiro puxar mais para o lirismo?

    D. M: Depende, a porta se abriu para essa galera que curte jazz, samba, bossa nova, mas que o gosta mesmo é de tocar guitarra. Então isso é ótimo e com certeza existe essa tendência, mas não é a principal, porque a gente vê coisa descartável aparecendo todo dia e isso também tá na moda. A galera confundiu um pouco o lance de ser independente e fazer música independente, que são coisas distintas. Mas no final das contas deve ser respeitado, cada um faz e escuta a música que quer.

    S.S: Em relação a divulgação, que importância tem a internet (Myspace, Trama, Last. Fm) para a banda?

    D. M: A internet é essencial pra quem faz som independente. É preciso entender que não adianta ficar com essa de que se soltar na internet não irão comprar depois, o que importa é divulgar o som e assim conseguir fazer shows, consequentemente o disco será comprado. Mp3 não é mais futuro, é presente e tem uma abrangência cada vez mais impressionante. Ano passado um músico e produtor de Portugal, chamado Pedro Marques, nos contactou pela internet dizendo que ouvira o som do V.U. e que adorou, e abriu as portas de seu estúdio em Portugal pra gente. O Last FM, já nos fez ser escutados na Polônia, Estados Unidos, Suíça.
    “Cansei de mais do mesmo” a frase dita por David no final da entrevista resume bem a proposta da Velhos e Usados. Entre no Myspace ou no Last.Fm da banda e confira você mesmo as canções desses rapazes. Com certeza você ainda vai ouvir falar muito deles.

    Comente

    Trackback no seu site