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    A Odisséria do hexa (parte II)

    david | 14/12/2009 - 14:36

    O Campeonato Brasileiro 2009 foi bem louco. Um monte de times passeando pela liderança e o Flamengo, desacreditado, correndo por fora sem chamar atenção. Assim tirou 12 pontos de desvantagem para o então líder e finalmente chegou perto do topo da tabela. Faltando três rodadas para terminar essa disputa de sete meses, pintou uma promoção na internet: excursão para ver Flamengo x Grêmio, de avião, hotel, ingresso na mão e camiseta de brinde, por 650 mangos, divididos em 10x sem juros! Pensei muito em garantir meu lugar nesse que seria o último jogo do campeonato e pelo embalo do time realmente poderia dar o título ao Flamengo. Mas àquela altura estávamos em segundo lugar… Ainda dependíamos de outros resultados e eu tenho um problema com esse negócio de cantar vitória, sabe? Desde 1995 (maldito Renato Gaúcho). Pois é, não tive coragem. Deixei passar a chance. Eis que o destino quis que chegássemos à ultima rodada em primeiro lugar. Era isso! O Flamengo dependia só de si para voltar a ser campeão, 17 anos depois daquele dia na casa do Henrique. Fiquei doido. Era a chance, era a hora de ver uma final do meu time no Maracanã. Um momento que eu esperei tanto e literalmente sonhei. Mas estava em cima da hora! Procurei ingresso na internet, com amigos do Rio, cambista, promoção e tudo mais. O dia “D” estava chegando e eu seguia sem nada. Foi quando um amigo falou “David! Excursão bate-volta para a final, por 300 reais com ingresso garantido!”. É isso, pensei. Cansativo, sem referência, barato demais pra ser verdade, mas era a única possibilidade de conseguir esse ingresso. Então fechamos o negócio! A excursão foi prometendo ônibus de luxo, dois andares, frigobar e o ingresso na mão ainda em Brasília. O nervosismo da semana crescia, o dia de partir se aproximava e a notícia de que não era certeza viajar com o ingresso na mão foi a primeira a chegar. Um dia depois já era certeza: realmente só iríamos receber o papelzinho que garantiria a entrada no Maior do Mundo, chegando ao Rio de Janeiro. Nossa desconfiança aumentava, mas nada podia ser feito, afinal, a essa altura, era isso ou nada. O sábado chegou, um monte de doidos pelo Flamengo se juntou no ponto de partida. Aquele clima tenso que passeia entre a euforia e o desespero no ar. O prometido era sair de Brasília às 11 da manhã, para encarar uma previsão de 16 horas de estrada e chegar ao Rio bem cedinho. Gritos, fotos, cerveja, amigos, desconhecidos, espera , 11hs, 12hs, 13hs, 14hs… E o ônibus cadê?

    (continua)

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