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david | 09/12/2009 - 18:46
O dia 19 de julho de 1992 foi marcante. Estávamos eu, Rodrigo, Arthur (que não é o Didi) e André na casa do Henrique para ver a final do Campeonato Brasileiro daquele ano. Tínhamos dez anos. Na verdade eu ainda ia fazer dez anos, dali há dois meses. Enfim… O resultado desse dia foi o Flamengo pentacampeão brasileiro e eu descobrindo de verdade o que era torcer, o que era ter um time de futebol e ser apaixonado por ele de graça, assim sem motivo mesmo. No ano seguinte ganhei minha primeira camisa oficial. Número 5, do maestro Junior, que se aposentaria em 93. E assim segui ano após ano. Cresci com a máxima “todo mundo tenta, mas só o Mengão é penta”. Comprava minhas camisas, torcia, chorava, sorria, brigava e esperava. Ah, como esperava. De lá pra cá não posso dizer que foram poucos títulos, foram muitos até. No Rio viramos barbada… Mas Cariocas, Mercosuis e nem mesmo Copas do Brasil permeavam a emoção daquela final de 92. Mesmo assim segui esperando, torcendo, gritando, sorrindo, brigando, ficando mais velho e já não chorando tanto e nem comprando tantas camisas. Até por isso pensei “Será que gosto menos do Flamengo agora?”. Confesso que deixei o time em certas épocas (pequenas, juro) por birra, raiva de episódios desgostosos (maldito Cabañas). Mas no final das contas me via naquele mesmo sofrimento, coração na boca e amor inexplicável por um clube de futebol. Eis que 17 anos se passaram e depois de perder a hegemonia (e o versinho do penta) vi o Flamengo com a real possibilidade de ser Campeão Brasileiro novamente, de ser colocado em seu devido lugar, de recuperar todos essas anos de honra, de glória. Definitivamente não poderia perder a chance de estar lá, de ver esse acontecimento pessoalmente, de ser um dos responsáveis pelos gritos, pelo incentivo e, por que não, pelo título que poderia vir. Muitas vezes estive às vias de ir à final de um Carioca, mas sempre desistia. Sabia que a hora certa de ver meu Flamengo no Maracanã estaria por vir. E veio…
(continua…)
