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    Diversidade conjunta

    Webmaster | 25/03/2008 - 22:44

    O amanhã, muitas vezes, nos leva a pensamentos egocêntricos e egoístas, mas quantos possíveis amanhãs podem existir? O quinteto de Brasília Velhos e Usados resolveu refletir sobre tal impasse em seu primeiro álbum de forma conjunta, levando em conta a diversidade pessoal de cada integrante. Híbrido, lançado de forma digital no site oficial da banda e disponibilizado para download aqui na TramaVirtual, nasceu entre diversas discussões sobre a época vindoura. “Antes de qualquer composição do disco, eu e David (guitarra e vocal) conversamos muito sobre uma frase do filósofo Horácio ‘carpe diem quam minimum credula postero’ (aproveite o dia e acredite o mínimo no amanhã), e pensamos em escrever várias letras sobre isso, sobre o que seria o aproveitar o amanhã”, conta o guitarrista e vocalista Diego Marx.

    Na ativa desde 2005 o grupo demorou para firmar a sua identidade. Até o nome Velhos e Usados surgiu meses depois da formação da banda, quando o quinteto foi selecionado para o festival Trama Universitário em julho de 2006. “Buscávamos um nome que explicitasse a banda e também nossas referências. Fizemos uma votação dentre os vários nomes que tínhamos e, dentre todos os nomes candidatos, nenhum nos convenceu. Por fim, o Didi (Arthur Lobo, baixo) soltou um comentário: ‘pô, esses nomes todos me parecem velhos e usados’. Depois disso a decisão foi unânime”, diz.

    Com influências que vão de Wilco e Queens of The Stone Age a Los Hermanos e Paralamas do Sucesso, o som do quinteto tem como base um instrumental preciso, que passeia entre progressões, quebras de ritmo, guitarras “funkeadas” e linhas de baixo com grande destaque, que acabam muitas vezes assumindo a levada das músicas.

    O álbum demorou seis meses para ficar pronto e foi inteiramente produzido na casa de Diego, em parceria com os amigos Beto Meija e Xande Bursztyn, ambos do grupo conterrâneo Móveis Coloniais de Acaju. Partindo do papel e violão, as composições eram levadas ao estúdio e transformavam-se de forma natural. “Como pra gente nada é realmente definitivo (nós mudamos tudo o tempo inteiro), várias coisas mudaram na hora da gravação, e ainda estão mudando até agora”, conta Diego. A parceria na produção foi fundamental na finalização de Híbrido. “Eu e Beto fizemos uma parceria forte durante as gravações, discutimos muito o conceito do disco, timbragens, ele dirigiu as vozes, enquanto o Xande sempre ajudou um pouco de longe, escutava o que estava sendo feito e dava muitas sugestões”.

    Quatro faixas do álbum já haviam sido lançadas numa demo em 2007 e foram reaproveitadas pelo grupo nesse lançamento. “Na demo elas eram apenas quatro músicas que quase não possuíam ligação entre si, somente no disco conseguimos colocá-las dentro do conceito sonoro que queríamos”, explica. “Gravamos com muito mais calma e carinho dessa vez, sem contar a parte técnica de captação que foi um processo muito mais otimizado”, emenda.

    Diversas participações aparecem no disco, entre elas André Gonzáles e B.C. (Movéis Coloniais de Acaju), Fred Paegle (do Los Diaños, de Curitiba) e Kelton Gomes (Piloto Automático). “Na verdade esse processo de participações foi até engraçado. Acho que os únicos que receberam um convite formal foram o Fred e o B.C.. O que acontecia era que as pessoas vinham aqui em casa para escutar como estavam as gravações do disco, e pra gente o disco é um registro de uma grande festa conceitual, nossos amigos músicos sempre tinham alguma contribuição a fazer, e afinal, já estava tudo montado, era só gravar” conta.

    A banda acredita que o formato físico de um disco ainda é importante, e Híbrido será lançado também em CD. “Achamos que a idéia do MP3 ainda não amadureceu por completo, fora o fato de que é muito boa a sensação de se deparar com uma arte de disco, saber o que aquela música representa visualmente, acompanhar as letras no encarte. Sei que há um certo romantismo nisso, e que talvez não dure muito tempo, mas por enquanto ainda faremos a mídia CD”. O disco físico trará uma faixa exclusiva, ‘O Mundo’, de André Abujamra, que não pode ser disponibilizada na internet devido ao contrato assinado com a editora da faixa.

    Híbrido vem sendo muito bem recebido pelo público e já ultrapassou a marca dos 2000 downloads. “A resposta foi muito positiva até agora, estamos esperando pra ver a repercussão do disco em formato físico”, diz Diego. Com a boa repercussão a banda pretende, após o show de lançamento, atingir os festivais e outras cidades, além de fomentar a cena local. “O cenário brasiliense ainda precisa de um público efetivo para as bandas autorais da cidade, queremos participar disso”.

    Para baixar o disco clique aqui.

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